Uefa suspende líder do futebol italiano por racismo

Carlos Tavecchio foi punido com uma suspensão de seis meses, após realizar comentário de cunho racista sobre estrangeiros que jogam na Itália

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Carlo Tavecchio (foto) usou um termo racista para falar de jogadores estrangeiros e foi bastante criticado
FEDERAÇÃO ITALIANA/REPRODUÇÃO
Carlo Tavecchio (foto) usou um termo racista para falar de jogadores estrangeiros e foi bastante criticado

A Uefa anunciou oficialmente nesta terça-feira que o presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC, na sigla em italiano), Carlos Tavecchio, foi punido com uma suspensão de seis meses por ter realizado um comentário racista durante a campanha com a qual se elegeu novo líder da entidade.

Veterano dirigente do futebol italiano, Tavecchio, de 71 anos, foi eleito presidente em agosto, mesmo depois de ter sido protagonista de uma polêmica na qual fez referência ao consumo de bananas ao falar sobre a presença de jogadores estrangeiros que atuam na Itália. Na ocasião, ele usou tom depreciativo ao falar que atletas africanos comem esse alimento.

Ao anunciar a punição, a entidade que controla o futebol europeu disse também que o cartola não poderá participar de um congresso que o organismo irá promover em março, assim como terá de "organizar um evento especial na Itália com o objetivo de aumentar a consciência em conformidade com os princípios da Uefa contra o racismo".

Agora inelegível para qualquer cargo oficial da Uefa por um período de seis meses, Tavecchio, porém, seguirá como presidente da FIGC, depois de a entidade máxima do futebol europeu ter aberto expediente disciplinar contra o dirigente no mês passado.

O dirigente superou Demetrio Albertini na eleição da FIGC para substituir Giancarlo Abete, que renunciou ao cargo de presidente logo depois da eliminação precoce da seleção italiana na fase de grupos da Copa do Mundo, no Brasil. Ele obteve 63,63% dos votos, contra 33,95% de Albertini.

Protagonista de frase de tom racista, Tavecchio se tornou favorito para vencer a eleição após ganhar o apoio da Lega Pro, responsável por organizar as duas primeiras divisões do Campeonato Italiano. Na prática, ele passou a contar com o suporte dos clubes italianos.