Marina herda votos de Campos

iG Minas Gerais |

São Paulo. A análise dos mapas comparativos mostra que Pernambuco é um dos poucos Estados em que se verificou a transferência de votos. A família de Eduardo Campos, governador de Pernambuco entre 2007 e 2014 e falecido em agosto quando era o candidato à presidência, e o seu próprio partido, o PSB, têm grande poder de influência sobre os eleitores e podem exercer um papel importante no segundo turno, de acordo com o posicionamento na disputa entre Dilma e Aécio.

Marina conseguiu herdar os votos do seu companheiro de chapa. A candidata teve um desempenho expressivo na capital, a região mais populosa do Estado, com 63,33% dos votos. Dilma alcançou 26,2% e Aécio 7,29%. Nos outros dois municípios mais populosos do Estado, Jaboatão dos Guararapes e Olinda, Marina também venceu com folga.

A apuração das eleições de 2010 mostrou um cenário bem diferente em relação a esta vantagem do PSB. Naquele pleito, 100% das cidades pernambucanas haviam votado no PT de Dilma. No Recife, a atual presidente foi a vencedora com 42,92%. Marina, então candidata pelo PV, ficou em segundo, com 36,73%; Serra foi o terceiro mais votado com 19,46%.

O então governador Eduardo Campos, aliado do PT, foi reeleito no primeiro turno com 82% dos votos, o maior percentual entre todos os governadores eleitos.

 

 

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