Novos caminhos para a permanência do Klauss Vianna

Em reunião com artistas, representantes do TJMG afirmam que órgão tem intenção de manter o teatro

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |

Espaço cênico tem funcionamento garantido até julho de 2015
oi futuro / divulgação
Espaço cênico tem funcionamento garantido até julho de 2015

Representantes da classe artística de Belo Horizonte, que lutam pela continuidade do Teatro Klauss Vianna, se reuniram com desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Luiz Carlos de Azevedo Corrêa Junior e Alexandre Victor de Carvalho, e com a secretária de Estado da Cultura, Eliane Parreiras, para discutir o futuro do espaço.

Desde de 2013, quando foi anunciado o fechamento do teatro em decorrência da transferência do TJMG para o prédio no qual se encontra, artistas vêm lutando por sua permanência no local como forma de preservar a memória deste importante palco para a cidade.

No encontro, bailarinos, produtores, atores e educadores entregaram um documento com cerca de 600 assinaturas de civis que apoiam a manutenção do teatro no local para os desembargadores.

A produtora cultural Jacqueline de Castro conta que, na reunião, foi reafirmado o compromisso de que o teatro funcionará até julho de 2015 e ainda que o TJMG tem como objetivo que o teatro Klauss Vianna fique onde está. “Eles querem que o teatro permaneça. Porém, como o prédio será nova sede de trabalho de juízes e desembargadores, é preciso fazer uma grande reforma para adaptar o prédio a padrões de segurança específicos, o que é caro e ainda pode levar tempo”, comenta. Em nota, a corte do Estado afirma a intenção.

O comparecimento da representante do poder executivo, Eliane Parreiras, foi visto com positividade por Jacqueline. “É um aval importante para nossa causa, que pesa tanto para a gente quanto para eles (representantes do TJ)”, afirma.

Eliane Parreiras, por sua vez, declarou que o prazo garantindo é uma conquista e um sinal de compromisso por parte do TJMG. “Até lá, eles se comprometeram a estudar os custos, as alternativas de modelo de gestão e adequações no espaço que são necessárias”, disse a secretária em nota ao MAGAZINE.

Ela ainda aconselhou aos representantes da sociedade civil que procurem o Conselho Estadual de Políticas Culturais para legitimar a manifestação. A sugestão foi acatada. “Já entramos em contato para participar da próxima reunião do conselho, e vamos também enviar um documento para o Fernando Pimentel (futuro governador do Estado)”, diz Jacqueline, que conclui: “Estamos tomando um caminho de trabalho em conjunto, todos eles (tanto os desembargadores quanto a secretária) têm se mostrado disponíveis. Mas estamos em estado constante de viglia, ainda não há nada totalmente definido”.

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