Cantareira fica abaixo de 6% e Sabesp pede para usar novo volume morto

Nesta segunda (6), a Sabesp deve entregar à ANA (Agência Nacional de Águas) o novo plano de operação do sistema

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Agência federal decide abandonar grupo anticrise do sistema Cantareira
NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO
Agência federal decide abandonar grupo anticrise do sistema Cantareira

 O nível do sistema Cantareira voltou a cair nesta segunda-feira (6). De acordo com o boletim divulgado nesta manhã pela Sabesp, o manancial opera com 5,8% de sua plena capacidade.

A situação é a mais crítica da história, segundo levantamento da companhia. Para se ter uma ideia, no ano passado no mesmo dia, o volume armazenado era de 40,1%. Nesta segunda, a Sabesp deve entregar à ANA (Agência Nacional de Águas) o novo plano de operação do Cantareira.

O plano, que traz a estratégia prevista até o final de abril do ano que vem, foi a condição imposta pela agência para avaliar a autorização do uso da segunda cota do chamado volume morto (água que fica abaixo do nível de captação por gravidade).

A expectativa da Sabesp agora é usar mais 106 milhões de metros cúbicos na nova reserva técnica. Segundo o secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Mauro Arce, a primeira cota da reserva técnica do Sistema Cantareira deve se esgotar no dia 21 de novembro.

Desde maio, o abastecimento da região metropolitana de São Paulo é feito com o uso da reserva técnica conhecida como volume morto. Esse recurso entrou em operação em 16 de maio, quando o volume útil tinha baixado para 8,2%. Naquele período, houve acréscimo de 18,5% na oferta, o equivalente a 182,5 bilhões de litro.

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