Faemg cobra de Fernando Pimentel defesa do agronegócio mineiro

Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais quer que governador ajude no diálogo com Brasília independentemente de quem seja eleito presidente

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O presidente da Faemg, Roberto Simões
RAQUEL Tibúrcio/02.03.2009
O presidente da Faemg, Roberto Simões

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões, disse que novo governador do Estado, Fernando Pimentel (PT), precisa estar mais próximo do governo federal, independentemente de quem seja eleito o novo presidente da República. "Os nossos problemas têm que ser resolvidos, e ele tem quer ir conosco para Brasília para resolver as questões do setor, assim como é feito em outros Estados do Sul e do Centro-Oeste", declarou.

Ele não quis comentar qual presidente tem o melhor projeto para o agronegócio, mas falou que o setor tinha um receio em relação a Marina Silva (PSB). "Era um certo receio do desconhecido, do seu passado, pelas suas manifestações radicais em alguns pontos, como os transgênicos, e a demora na liberação de licenciamento de usinas, por exemplo. Ela não desperta confiança nesse aspecto", disse.

Simões ainda cobrou uma postura maior de Minas em ter uma posição de agronegócio desenvolvimentista. "O setor precisa ser mais ouvido antes que se tome qualquer posição tanto no âmbito federal quanto estadual", ressaltou.

Ele citou que as questões mais urgentes para o agronegócio mineiro são investimentos em infraestrutura e logística, agilidade nos assuntos ambientais, uma maior atenção para a cafeicultura e uma definição sobre a alíquota no segmento sucroenergético. "Fechamos oito usinas no Estado, temos um ônus muito grande com impostos", disse.

Há hoje, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o projeto de lei 5.494/14, que prevê que a alíquota de ICMS sobre o etanol passará de 19% para 14%.

Como medida compensatória à redução de alíquota do produto, o projeto propõe a alteração do ICMS sobre a gasolina, que subiria de 27% para 29%. A proposição está em análise pelas Comissões de Constituição e Justiça e de Fiscalização Financeira e Orçamentária.