Romário celebra vitória e diz que 'ex-favelado virou senador'

Senador mais votado das últimas três décadas em seu Estado, ex-jogador recebeu 4.683.572 votos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Jogador lembrou história de pobreza e agradeceu pelos votos recebidos
Reprodução Facebook
Jogador lembrou história de pobreza e agradeceu pelos votos recebidos

Depois de se tornar o senador mais votado das últimas três décadas no Estado do Rio, Romário (PSB) foi às redes sociais para desabafar. Em seu perfil no Facebook, publicou um emocionado agradecimento aos seus eleitores na noite de domingo (5).

"Com 4 milhões e 683 mil e 572 votos (99,99% da urnas apuradas) sou o senador mais bem votado da história do Estado do Rio de Janeiro. Meus pais, nem no melhor dos cenários, imaginariam que aquele menino que saiu da maternidade numa caixa de sapatos, ocuparia um dos cargos mais altos da República. Driblei a pobreza jogando futebol e, apesar de muitos torcerem o nariz, eu me orgulho muito disso. O futebol ainda é um esporte criminalizado, muitos nem consideram jogador de futebol um atleta, mas eu estou aqui para vencer barreiras e quebrar paradigmas. Só tenho a agradecer as pessoas que me confiaram o voto. Este cenário eleitoral comprova que a população cansou de votar em bem nascidos e quer ver o seu espelho no Congresso. Hoje, entra para história um ex-favelado que virou senador da República. Obrigado!", escreveu o ex-jogador.

Romário obteve 63,4% do total de votos. Superou Francisco Dornelles (PP), que recebeu 3,3 milhões de votos em 2006, o equivalente a 45,9% da preferência do eleitorado fluminense. Este último percentual era o maior contabilizado desde o início da década de 1980. Ele ultrapassou, ainda, o recorde em números absolutos conquistado em 2010 por Lindbergh Farias (PT), eleito senador com 4,2 milhões de votos.

Na disputa de quatro anos atrás, no entanto, cada eleitor votava em dois candidatos ao senado. Desta vez, só era possível escolher um candidato para a vaga.

"Só entro em algum tipo de competição onde tenho no mínimo 50% de chances de vencer. Se tivesse menos do que isso, não teria entrado nesta disputa", disse o ex-jogador no domingo (5), após votar.