Falta de aliança e contradições pesaram

iG Minas Gerais |

A Marina Silva que chegou ao primeiro turno das eleições ontem não era a mesma que entrou na disputa em 20 de agosto, quando foi oficializada candidata. A comoção pela morte de Eduardo Campos, sete dias antes, deu lugar à euforia de favorita, quando a primeira pesquisa após a tragédia que matou o candidato indicou que a ex-senadora era a única capaz de vencer Dilma.

Mas, defensora do que chama de nova política, Marina – que nunca foi unanimidade no PSB – rechaçou alianças que o partido fez com nomes do PSDB e PT em São Paulo e Rio. E o preço foi sentido nas ruas, em atos políticos esvaziados. Além disso, deu abertura para especulações de que lhe faltaria apoio político para governar. Marina também errou na divulgação do programa de governo. Um dia depois de apresentá-lo, alterou um trecho que sobre a ampliação dos direitos dos homossexuais. Por defender uma nova maneira de fazer política, suas contradições foram mais cobradas.

Mais de um mês de ataques, fragilidades da candidata e da candidatura expostas, pouco tempo no programa eleitoral na TV e ela despencou 12 pontos em um mês no Datafolha. Tentou recuperar fôlego com viagens ao Nordeste e ao Sul, mas os números não respondiam. Ficou cansada, perdeu peso, a voz e reforçou a imagem de candidata frágil, pintada por PT e PSDB, incapaz de lidar com as dificuldades e críticas enfrentadas por quem está no poder.

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