Deus absoluto e incriado é pai; e Deus relativo e criado é irmão

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A Bíblia está cheia de espíritos bons e maus. Eles são chamados também de “deuses”, “anjos” e “demônios”. Mas quem são eles? São espíritos humanos de todos os níveis de evolução. Os bons são conhecidos como “anjos” e os maus, como “demônios”. Mas os anjos são espíritos humanos adiantados, mensageiros, ou enviados ao nosso mundo. E é o que, realmente, significa a palavra “anjo” (“aggelos” em grego, a língua original do Novo Testamento). Observemos que, desde tempos remotos, os anjos e os demônios são apresentados pelos pintores e escultores com formas humanas, o que é certo, pois eles são mesmo espíritos humanos. E é por isso que até o próprio Deus era apresentado também, erradamente, com forma humana (um velho de barbas brancas). Ao nos referimos a Deus, nós usamos, também erradamente, o pronome relativo pessoal “quem”, que é próprio para pessoas, e não para Deus. Para Ele, o certo é o pronome “que”. Por isso o espiritismo diz: “Que é Deus?”, e não “Quem é Deus?”. E quando morre uma criança, é comum as pessoas dizerem que se trata de um anjinho. É que, por analogia com seu corpo ainda pequeno, seu espírito é tomado também como um anjinho. Os demônios são tidos também como anjos maus, que são opostos aos anjos bons ou espíritos mensageiros ou enviados ao nosso mundo, trazendo-nos mensagens de verdades importantes. Dissemos que os espíritos humanos são também tidos como deuses. Exemplos: “Vós sois deuses” (Salmo 82: 6; e João 10: 34). “Deus tomou parte na assembleia dos deuses e, sentado no meio deles, julga os deuses” (Salmo 82: 1. Algumas traduções trazem essa passagem no salmo 81). E na sessão espírita com a médium de En-Dor, da qual participou Saul, a médium, referindo-se ao espírito de Samuel, diz: “Vejo um deus que sobe da terra” (1 Samuel 20: 13). “Demônio” (“daimon” em grego) significa realmente espírito humano, e não só na Bíblia, mas também em outras obras gregas contemporâneas dela, como as de Homero, Heródoto, Platão etc. Como estamos vendo, na Bíblia, deuses, anjos e demônios são mesmo espíritos humanos. Mas os teólogos antigos fizeram com eles uma grande confusão, tomando-os como espíritos de natureza diferente da humana. Para esses erros contribuiu também a mitologia. E o próprio Deus foi confundido com outros espíritos. Mas a pior confusão dos teólogos foi transformar Jesus Cristo em outro Deus absoluto tal qual o Pai, quando Jesus, como todos nós, é um Deus relativo. Por isso, Ele é um irmão nosso, e não Pai. Pai nosso é só o Deus absoluto. “Jesus é Filho de Deus, como os homens, que são seus irmãos” (João 10: 36). E “Meu Pai, que me enviou, é quem, por seu Mandamento, me prescreveu o que devo dizer e como devo falar” (João 12: 49). Jesus era mesmo Deus relativo, pois as pessoas O viam. Se Ele fosse Deus absoluto, ninguém O veria: “Nenhum homem jamais viu a Deus” (João 1: 18). E perguntaram-Lhe: “Quem és tu?”. Ele respondeu: “Princípio, eu que vos falo” (João 8: 23 e 25). Mas Ele é princípio, não porque seja Deus, mas por ser ministro de Deus fundador e dirigente do nosso planeta Terra. Realmente, Jesus é Deus relativo, pois foi criado ou gerado pelo Deus absoluto e incriado, Pai Dele e de todos nós e maior, pois, do que Jesus (João 14: 28). E é por Jesus ser Deus relativo e não absoluto, que nós não O podemos chamar de Pai, mas apenas de irmão! 32ª Feira do Livro espírita da União Espírita Mineira, de 6 a 12 de outubro de 2014, com descontos de até 70 %, na rua dos Guaranis, 313, em Belo Horizonte.

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