Klauss Vianna em negociação

Artistas reúnem assinaturas pedindo a manutenção do espaço e se encontram hoje com representantes do TJMG

iG Minas Gerais | Lygia Calil |

Por um fio. Mobilização quer impedir que o Klauss Vianna seja transformado em auditório do TJMG
GUSTAVO BAXTER / O TEMPO
Por um fio. Mobilização quer impedir que o Klauss Vianna seja transformado em auditório do TJMG

Em uma nova tentativa de diálogo para impedir o fechamento definitivo do Teatro Klauss Vianna, a classe artística de Belo Horizonte fará, na manhã de hoje, uma reunião com representantes do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), dono do prédio ocupado pelo Oi Futuro, na avenida Afonso Pena.

O TJMG confirmou, por meio da assessoria de imprensa, que os desembargadores Luiz Carlos de Azevedo Corrêa Junior e Alexandre Victor de Carvalho participarão do encontro, marcado para as 10h na rua Goiás, 229, centro.

Se a reunião conseguir adiar o prazo para o encerramento das atividades do teatro, esta será a terceira mudança de datas. A última decisão anunciada pelo Oi Futuro foi que o Klauss Vianna funcionará até julho de 2015.

O que os artistas querem, afirma a bailarina Marise Diniz, não é uma nova data, mas sim a resolução do problema: que o teatro, um dos mais queridos da capital, não seja transformado em auditório do TJMG, como está previsto para acontecer desde que o prédio foi desapropriado para a instalação do tribunal, em 2013.

“Estamos convocando o maior número possível de artistas a comparecerem à reunião, para que a nossa mobilização seja suficiente para pressionar o TJMG a rever a decisão. Queremos uma parceria público-privada para manter o teatro, como existe em outras cidades”, disse Marise.

Até a última sexta-feira, a classe tinha conseguido reunir mais de 600 assinaturas em um documento que será entregue ao tribunal na manhã de hoje. “Ainda estamos buscando apoio com artistas nacionais e internacionais para dar maior visibilidade ao assunto”, explicou.

Um apoio importante, segundo ela, seria o da secretária de Estado da Cultura, Eliane Parreiras, que de acordo com Marise foi procurada pelo movimento, mas não se expressou a favor dos artistas.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa ao Magazine, a Secretaria de Cultura afirma que Eliane Parreiras recebeu representantes da Associação Dança Minas e do Fórum Permanente de Dança em 14 de setembro para a discussão do assunto, mas que o caso não é da competência do poder executivo.

“A SEC tem mantido diálogo com representantes do TJMG para subsidiá-los de informações a respeito da história do teatro e de sua relevância para a cena artística mineira. (O teatro) é um importante espaço para a cultura, mas ele está sob gerência de uma outra instância administrativa”, conclui o texto.

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