Voto em trânsito é blindado à tentativa de duas votações

Reportagem de O TEMPO se habilitou para votar fora do domicílio eleitoral neste pleito

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

Se existia alguma dúvida quanto à segurança e a confiabilidade do voto em trânsito, ela não existe mais. Com o intuito de testar o elogiado sistema de votação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a reportagem de O TEMPO se habilitou para votar fora do domicílio eleitoral neste pleito.

Tal como estabeleceu o TSE, procurei o cartório eleitoral em 21 de agosto, último dia para o cadastramento do voto em trânsito. Nesta situação, vota-se apenas para presidente e vice, desobrigando o eleitor a determinar sua preferência em outros cargos sem a necessidade de se justificar.

Desta forma, automaticamente, o eleitor é momentaneamente excluído da seção eleitoral que consta em seu título.  Com o pedido solicitado, ao invés de efetivar meu direito na zona eleitoral de Carmo da Mata, na região Centro-Oeste do Estado, votei em seção criada para este fim no Minascentro, em Belo Horizonte.

Restava, então, conferir se não haveria a possibilidade de votar duas vezes – ou mesmo para os demais cargos. Na seção de origem, me apresentei como eleitor do local e cheguei a assinar o comprovante de votação. Assim como na capital, meu nome constava na seção eleitoral do interior.

Mas, quando o mesário digitou o número de inscrição do título no teclado numérico, o sistema acusou: “O eleitor solicitou voto em trânsito”. Desde modo, pode-se concluir que, salvo alguma falha operacional, o sistema eleitoral brasileiro mostra-se fortemente blindado. 

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