'Voto é uma arma', afirma Dilma em Porto Alegre

Presidente recusou-se a responder se prefere enfrentar Aécio Neves (PSDB) ou Marina Silva (PSB), tecnicamente empatados, no segundo turno

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Dilma voltou em uma escola de Porto Alegre com Tarso Genro e Olívio Dutra
Guilherme Santos/ UPPRS / Fotos públicas
Dilma voltou em uma escola de Porto Alegre com Tarso Genro e Olívio Dutra

Antes de ir ao local onde vota em Porto Alegre, a presidente Dilma Rousseff disse na manhã deste domingo (5) que não cogita vencer a eleição no primeiro turno e pediu aos os eleitores que votem com "consciência".

Após tomar café da manhã em um hotel no centro da capital gaúcha, por volta das 8h, ela fez um rápido pronunciamento a jornalistas. "A hipótese que eu tenho trabalhado desde o início da eleição é de dois turnos. O resto, só as urnas vão definir o que acontecerá."

Questionada sobre quem prefere enfrentar na segunda votação, a presidente se recusou a responder. Segundo o Datafolha, Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) estão tecnicamente empatados em segundo lugar.

"Não sou eu que tenho preferir, é o povo. Eu não sou instância de decisão nesse caso. Quem decidirá é o povo. Não falarei uma coisa dessas para ninguém. Não vou me decidir por um candidato ou por outro. Seria desrespeitoso, principalmente no dia de hoje", disse.

Ela afirmou ainda que os cidadãos devem votar "com paz no coração" e que o voto é uma "arma" que dá poder aos mais pobres. "A gente tem de ter clareza que quem conquistou tem que defender o que conquista. Por isso, na hora do voto, essa é a inspiração que cada um de nós tem que ter." Ligação afetiva Dilma voltou a dizer que fez questão de passar por Minas Gerais no sábado, antes de ir ao Rio Grande do Sul, porque são dois locais que marcaram sua trajetória pessoal. Nascida em Belo Horizonte, a candidata do PT viveu décadas em Porto Alegre, onde começou sua vida pública. Ela fez atos de campanha no sábado nas duas cidades. "Tenho a vontade que o Rio Grande do Sul esteja mais próximo de mim. Portanto, vote em mim", disse, acompanhada do governador gaúcho Tarso Genro (PT), que tenta a reeleição, e do candidato ao Senado Olívio Dutra (PT). Ministros também compareceram ao hotel para tomar café da manhã com a presidente. Uma jornalista questionou ainda a presidente a respeito da repercussão das manifestações de 2013 e do desejo de mudança dos protestos sobre a eleição de hoje. Dilma disse que o Brasil foi transformado "pacificamente" durante os mandatos petistas e quem quer "manter mudanças" vai lutar por elas. "Temos a convicção de que nós somos aqueles que podem continuar fazendo mudanças que o Brasil precisa. Porque nós fizemos." A seguir, a presidente deixou o hotel e se deslocou para a zona sul da capital gaúcha para votar. Estadão Conteúdo

Leia tudo sobre: dilmarousseffPTpresidentecandidataeleiçõesvotaçãovotoarma