Eleitores em trânsito mostram disposição para votar para presidente

Voto em trânsito é válido apenas para presidente e vice

iG Minas Gerais | THIAGO NOGUEIRA |

O eleitor que se habilitou para votar em trânsito nas maiores cidades do país pode registrar sua escolha para presidente da República fora de seu domicílio eleitoral. Em Belo Horizonte, a zona eleitoral localizada no Minascentro, no centro da cidade, esteve tranquila na manhã deste domingo (5), quase sem filas.

Para um Estado gigantesco, formado por 853 municípios, o voto em trânsito representa uma oportunidade para o exercício da democracia mesmo longe de seu local de votação. Em Minas, 6.933 eleitores ávidos por seu direito procuraram os cartórios entre os dias 15 de julho e 21 de agosto deste ano para alterar seu lugar de votação no primeiro turno.

Foi o caso do economista soteropolitano Carlison Lustosa, 35, um dos 3.558 eleitores que se cadastraram para votar em trânsito em uma das oito seções criadas na capital. "Em todas as votações para presidente, eu participei. Mesmo sendo só um voto, ele vale e faz a diferença num contexto", avaliou Lustosa.

O voto em trânsito é válido apenas para presidente e vice, desobrigando o eleitor a votar em outros cargos sem a necessidade de se justificar. Assim, automaticamente, o eleitor foi momentaneamente excluído da seção eleitoral que consta em seu título. No Minascentro, algumas pessoas desinformadas pensaram que fosse possível votar em outros cargos e tiveram que ser orientados pelos mesários.

Em 2010, o voto em trânsito esteve disponível apenas nas capitais federais. Desta vez, ele está sendo realizada em cidades com mais de 200 mil eleitores, é o caso de Betim, Contagem, Governador Valadares, Juiz de Fora, Montes Claros, Uberaba e Uberlândia, além de Belo Horizonte. Em todo o país, 84.418 eleitores solicitaram à Justiça Eleitoral habilitação para votar em trânsito no primeiro turno. São 92 cidades.

 

 

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