Beleza é setor da indústria que não sabe o que é crise

Na contramão dos números industriais de 2014, há empresa em MG cujas vendas subiram 50%

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |


Vanessa Vilela, da Kapeh Cosméticos, diz que vendas cresceram 50%
Divulgacao / Kapeh
Vanessa Vilela, da Kapeh Cosméticos, diz que vendas cresceram 50%

O setor de higiene e beleza não tem do que reclamar. Diferentemente de outros segmentos que reduziram a produção e chegaram a suspender o trabalho de seus funcionários, a atividade teve incremento de 7% na produção frente ao mesmo intervalo de 2013. O faturamento aumentou 12,6% e chegou a R$ 19,5 bilhões, enquanto o faturamento real da indústria brasileira caiu 1%, conforme levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O aumento da renda nos últimos anos e o bem- estar proporcionado por produtos desse segmento são alguns dos fatores que ajudam a explicar o bom desempenho, conforme o professor de economia da Universidade Fumec Alexandre Pires. “O brasileiro valoriza a estética, a beleza. Além dos produtos, o número de academias cresceu bastante nos últimos anos”, analisa o professor.

A Natura é uma das empresas que obtiveram bons resultados nos primeiros seis meses de 2014, com R$ 3,358 bilhões de receita líquida, crescimento de 9,5% nos primeiros seis meses de 2014 em relação ao mesmo período do ano anterior.

O diretor regional Sul- Sudeste da Natura, Daniel Levy, observa que o mercado mantém ritmo de crescimento acima da inflação. “Embora o aumento seja inferior ao observado nos últimos anos, é um crescimento atrativo”, aponta.

Em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, a Ideal Cosméticos registrou crescimento real no primeiro semestre entre 5% e 10%, conforme o diretor comercial da empresa, Fábio Henrique Rago Lemos. Para este ano, a perspectiva da indústria – que possui mais de 200 itens cujo carro-chefe é a linha de produtos para as unhas – é de ter alta de 10% nas vendas.

A Kapeh Cosméticos, localizada em Três Pontas, no Sul de Minas, registrou crescimento nas vendas de cerca de 50% frente aos primeiros seis meses de 2013, segundo a sócia da indústria, Vanessa Vilela.

De acordo com ela, a ampliação dos canais de venda, incluindo o de franquias e multimarcas, além do desenvolvimento de novos produtos, são alguns dos motivos do incremento na comercialização. “Nos últimos dez anos, o crescimento do setor está acima de dois dígitos, bem acima da média geral. Fruto de diversos motivos, entre eles o aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho”, diz.

Nas lojas. No varejo, o setor mantém bons números. “Tivemos um crescimento de 27% no primeiro semestre. Nossa meta é de 30% ao ano, e acredito que chegaremos a esse valor neste segundo semestre, por ser um período de maior consumo, em razão do Natal e do cuidado em preparar o corpo para o verão, quando ele fica mais exposto”, diz o franqueado da Adcos na região metropolitana, Guerra Filho. O empresário decidiu há oito anos apostar no mercado mineiro e abriu a franquia. Hoje, é o maior franqueado da marca na região.

Plásticas

Vaidade. O culto ao corpo fez com que o país, pela primeira vez, em 2013, superasse os Estados Unidos na realização de procedimentos cirúrgicos estéticos, segundo a Isaps.

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