Siglas ‘tradicionais’ podem diminuir na Câmara

Projeção do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) indica que PT e PMDB devem permanecer com as maiores bancadas

iG Minas Gerais | Humberto Santos |

José Cruz/Agência Brasil
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Seja qual for o candidato eleito para ocupar o Palácio do Planalto, ele terá que negociar muito com o Congresso para ter uma base de apoio. Projeção do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) indica que PT e PMDB devem permanecer com as maiores bancadas, mas o número de parlamentares deve diminuir.

Em 2010, com dez partidos em sua coligação, Dilma conseguiu uma base de 305 deputados. Neste ano, considerando projeção do Diap, com os números médios, a petista teria 303 parlamentares.

Considerando os nove partidos que apoiam Aécio Neves (PSDB), o tucano começaria um eventual mandato com 116 parlamentares, segundo levantamento do Diap.

Já Marina Silva (PSB), com uma coligação de seis partidos, conseguiria 33 deputados. Seria a presidente que mais teria que negociar apoio. Vale lembrar que a candidata já condenou a troca de apoio por cargos ou outras benesses.

Segundo o levantamento do Diap, a composição da Câmara em 2015 será muito pulverizada, com a redução das bancadas dos principais partidos em relação ao pleito de 2010 e aumento do número de siglas com representação na Casa, que deve passar de 22 para 28.

Projetos e temas que sofrem com as idas e vindas do Congresso

Propostas ainda em tramitação que podem ficar para a próxima legislatura:

Marco da Mineração

Reforma política (modificações pontuais)

Legalização da produção e comercialização da maconha

Criação de conselhos populares

Criminalização da homofobia

Temas reapresentados na campanha pelos presidenciáveis e que podem retornar à pauta:

Fim do fator previdenciário

Independência do Banco Central

Renegociação das dívidas dos Estados e municípios

Reforma tributária

Reforma política (ampla)

Revisão do pacto federativo

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