Guardiã de grande segredo

Em “Boogie Oogie”, trama das seis assinada por Rui Vilhena Rita Elmôr dá vida à fiel escudeira da vilã Carlota

iG Minas Gerais | raquel rodrigues tv press |

“Entrar para a TV é difícil. Mas bons personagens começaram a aparecer. Agora, estou fazendo a minha primeira novela inteira”
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“Entrar para a TV é difícil. Mas bons personagens começaram a aparecer. Agora, estou fazendo a minha primeira novela inteira”

Rita Elmôr vê leveza no seu trabalho em “Boogie Oogie” – atual folhetim das seis da Globo. Como a promoter Leonor, ela vive uma mulher moderna para o seu tempo. Além disso, a personagem é a cúmplice de Carlota, interpretada por Giulia Gam, e vai fazer o que for possível para proteger a amiga de qualquer situação em que ela se encontre.

A atriz, marcada por personagens dramáticos no teatro e pelo humor em seus papéis televisivos, vive uma experiência diferente na segunda novela de sua carreira artística. “Leonor tem um certo mistério. Ao mesmo tempo em que é generosa, é amiga da vilã e ainda sabe o grande segredo dela. Não sei o que o autor reserva para a minha personagem”, confessa a atriz.

Para compor o papel, Rita teve de praticar o desapego com sua aparência. Ela precisou pintar o cabelo de preto e o cortou bem curtinho a pedido da produção da novela de Rui Vilhena. “É muito importante criar um visual para a personagem. Isso ajuda na minha fantasia. E facilita para o público a limpeza de uma imagem anterior”, conta ela, feliz com o resultado.

Antes de “Boogie Oogie”, Rita participou de “Salve Jorge”, folhetim de Glória Perez, e de diversos seriados na TV. Entretanto, ainda considera estar tateando a televisão. Houve um momento da carreira em que pensou que não conseguiria entrar nesse meio, pois havia conquistado muitas coisas no teatro que na televisão não estavam acontecendo. “Entrar para a televisão é muito difícil. Mas bons personagens começaram a aparecer. Agora, aos 40 anos, estou fazendo a minha primeira novela inteira”, relata.

Nos palcos, Rita já encarnou personagens fortes, como Clarice Lispector, Teresa D’Ávila e a Ofélia, de Shakespeare. Na televisão, pretende conquistar um espaço semelhante. “Comecei na televisão pela porta do humor, mas espero conseguir papéis que exijam cada vez mais de mim”, diz. Preferências

Ator: Kevin Spacey e Philip Seymour  Hoffman Atriz: Cate Blanchett Com quem gostaria de contracenar: Patrícia Pilar Se não fosse atriz, o que seria: Autora Novela preferida: “A Favorita”, de João Emanuel Carneiro, exibida pela Globo em 2008. Vilão marcante: Adriana Esteves como Carminha em “Avenida Brasil” Filme: “Sinédoc, Nova York”, de Charlie Kaufman, de 2008 Livro: “Sexus”, de Henry Miller. Música: “Oração ao Tempo”, de Caetano Veloso. Autor: Lourenço Mutarelli

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