Longe das neuroses

No ar em “Geração Brasil”, atual trama das sete, Dudu Azevedo garante não se incomodar com papéis de galã

iG Minas Gerais | anna bittencourt |

Diversidade. 
Dudu conta que não tem pressa em fazer personagens menos comuns, e espera chance
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
Diversidade. Dudu conta que não tem pressa em fazer personagens menos comuns, e espera chance

Com o jeito leve e ainda de menino – embora esteja às vésperas de completar 36 anos –, Dudu Azevedo aceita com bons olhos que a maioria de seus personagens sejam galãs. Em “Geração Brasil”, na pele do empreendedor Arthur, não é diferente. Na novela de Izabel de Oliveira e Filipe Miguez, o ator entrou na reta final para movimentar a trama de Manuela e Davi, interpretados por Chandelly Braz e Humberto Carrão. “Sou funcionário e estou aqui para cumprir o que me é designado. Não posso chegar pirando”, diz, com simplicidade. No entanto, sair um pouco da curva e desempenhar papéis mais controversos, como o Xande, de “Três Irmãs”, exibida pela Globo em 2009, é uma de suas ambições atualmente. “O objetivo do ator é mostrar que pode fazer coisas diferentes. Claro que me seduz a ideia de fazer um cara mais vertical, menos comum. Mas é uma questão de ter chance. E tudo tem seu tempo”, afirma, dizendo que a TV tem a tendência de encaixar o ator em um certo tipo de estereótipo. “Uma opção é criar as oportunidades, fazendo teatro ou escrevendo meus próprios roteiros. Mas não estou incomodado com isso. Ainda”, reflete.

Dudu foi chamado de última hora para integrar o elenco da novela. Segundo ele, o personagem já estava previsto desde a sinopse. No entanto, algumas mudanças foram feitas na tentativa de alavancar a audiência de “Geração Brasil”. Sem tempo para mergulhar no papel, já que atuava como repórter do “Vídeo Show”, ele ficou quase inseguro de entrar em uma história faltando apenas três meses para seu fim. “Não é uma tarefa simples. Você precisa equalizar com o texto, com o elenco. Me preocupei muito em entrar sem alarde, procurando o meu tom”, explica.

“Sou funcionário da emissora e estou aqui para cumprir o que me é designado”

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