Carroças podem ser proibidas na capital

iG Minas Gerais |

Entre as principais linhas de ação da futura coordenadoria está a extinção dos carroceiros. “O animal é extremamente explorado, sem alimentação correta e tratamento de saúde. Ele faz um esforço inaceitável, e até cruel, mas é uma questão cultural, às vezes o carroceiro trabalha com isso há anos”, pondera o vice-prefeito, Délio Malheiros. Em Belo Horizonte, uma lei de 2011 regulamenta a utilização desses animais.

Segundo ele, o animal de carga, que normalmente é um cavalo ou um burro, deverá ser substituído por um veículo de tração leve, que é movido por um motor semelhante ao de uma bicicleta elétrica. O equipamento, que foi criado por um mineiro, custa cerca de R$ 8.000 cada um e tem capacidade para 500 kg de carga, a mesma das carroças tradicionais.

A Secretaria de Meio Ambiente irá trabalhar em parceria com a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) e a Secretaria Municipal de Políticas Sociais. Conforme Malheiros, os custos da mudança serão subsidiados pela prefeitura, que começará a trabalhar em detalhes do projeto no começo do ano que vem. Antes da oficialização da prática em toda a cidade, um projeto piloto será aplicado. (CB)

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