Sócio majoritário ainda não tem controle da Usiminas

Ternium conseguiu agora 38% das ações de siderúrgica

iG Minas Gerais | Juliana Gontijo |


Ex-presidente
. Julián Eguren, numa conferência com os funcionários, quando ainda era presidente
Ex-presidente . Julián Eguren, numa conferência com os funcionários, quando ainda era presidente

Apesar da compra de 10,4% das ações ordinárias da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) na Usiminas, o que fez com que a participação da Ternium – subsidiária do grupo ítalo-argentino Techint – chegasse a 38%, superando a japonesa Nippon Steel & Sumito (29,45%), tornando-se a maior acionista da siderúrgica, a curto prazo não estão previstas mudanças na direção da companhia. A informação são de fontes ligadas às duas principais acionistas e que pediram para não serem identificadas na reportagem.

Conforme uma fonte próxima da Ternium, a empresa está aguardando decisão da Justiça sobre a recondução do ex-presidente executivo, Julián Eguren, e os diretores Paolo Bassetti e Marcelo Chara, que foram afastados do cargo por causa de irregularidades que foram confirmadas, segundo a Nippon.

As irregularidades teriam sido cometidas em 2012 e 2013 e são relativas ao recebimento de remunerações, benefícios e bônus pelos executivos.

Desde sexta-feira passada, a Ternium busca reverter a decisão na Justiça de Minas Gerais. Na segunda-feira, o pedido de liminar para reverter a destituição dos executivos foi negado. A Ternium recorreu da decisão.

Fonte ligada à Nippon também ressalta que, de imediato, a compra de ações da Previ não altera a administração da siderúrgica. O diretor vice-presidente de tecnologia e qualidade da Usiminas, Rômel Erwin de Souza, ligado à Nippon, foi nomeado como substituto temporário de Eguren.

O preço pago pelas ações da Previ representou um ágio de 82% sobre o fechamento do papel da Usiminas no dia do anúncio, cotado a R$ 6,60. No total, foram pagos R$ 616, 7 milhões.

Antes do acordo com o fundo de pensão Previ, o grupo T/T (Ternium, Siderar e TenarisConfab) tinha 27,66% de capital votante e a Previdência Usiminas (Caixa dos Empregados), 6,75%.

Ontem, as ações da Usiminas subiram 6,21%, a R$ 6,84. De acordo com a corretora Concórdia, o aumento de participação da Ternium deverá elevar a disputa entre os acionistas pela obtenção de maior controle, o que poderá beneficiar a CSN, que detém participação relevante na concorrente e, por determinação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), precisa se desfazer de suas ações. (Com agências)

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