Com o iPhone 6 Plus, phablets mostraram que vieram para ficar

Analista acha que o celular enorme pode até substituir computador

iG Minas Gerais | Farhad Manjoo |

Stuart Goldenberg/The New York Times
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Nova York, EUA. Está na hora de fazer as pazes com o termo “phablet”. Claro, a indústria de tecnologia poderia ter bolado uma maneira mais bonita para se referir a smartphones grandes o suficiente para serem usado como tablets, mas eles merecem um nome descritivo a ponto de ser inesquecível. Afinal, não são simplesmente telefones com tela grande; são um novo tipo de dispositivo de computação, mais útil e mais versátil que smartphones ou laptops.

O phablet pode até se tornar o dispositivo dominante no futuro – o tipo mais popular de telefone e talvez o único computador de que a maioria das pessoas precisa.

Bom, há muito tempo eu odeio telefones grandes, mas decidi usar o novo iPhone 6 Plus, da Apple, com sua tela de quase 14 cm, como meu computador principal. Tive que fazer paradas ocasionais para usar o laptop e escrever meus artigos, mas passei cerca de 80% a 90% do meu tempo de computação com o telefone grandão da Apple.

Se você tem recursos e paciência para comprar um laptop, um smartphone e um tablet, não pense duas vezes – mas se uma raça alienígena chegasse ao planeta e forçasse os terráqueos a usar apenas um único computador, aí eu escolheria o iPhone 6 Plus. Se o que você quer é uma máquina para tudo, um phablet como esse não é uma má ideia.

A Apple não adotou o novo termo, mas o 6 Plus é maior do que o Samsung Galaxy Note original, o dispositivo que saiu em 2011 e é geralmente creditado como sendo o primeiro phablet. O motivo pelo qual a Apple teve que fazer um phablet é óbvio, porque ele é um dispositivo de que seus executivos e fãs há muito costumavam gozar.

Apesar do constrangimento de segurar um dispositivo tão grande quanto uma bandeja de refeitório ao ouvido, os phablets da Samsung e outras empresas se tornaram um sucesso. Já são mais populares que laptops e desktops.

Alguns observadores do mercado argumentam que um número significativo da população mundial não consegue nem pensar em um futuro tecnológico em que todos possuam três dispositivos – um PC, um tablet e um telefone. Muitos querem uma só máquina.

Os contras. Por outro lado, o phablet tem muitas desvantagens. Dependendo do trabalho, há uma boa chance de que ele não seja tão confortável quanto seu PC. Muitas das tarefas que chamamos de trabalho normalmente exigem um grande teclado físico e, obviamente, o iPhone 6 Plus não vem com um. Além disso, apesar de ser bem fino, o 6 Plus é cerca de 27% mais alto e 32% mais largo que o iPhone 5S. Isso o transforma em um monstro no seu bolso.

Os prós. O que lhe falta de portabilidade, o iPhone 6 Plus compensa em usabilidade e acessibilidade. Descobri que o 6 Plus tem duas vantagens sobre os smartphones menores e uma sobre os phablets rivais: uma, a digitação é muito mais fácil. Quando você o segura com as duas mãos verticalmente e digita com os polegares, há um ajuste perfeito. Usar seu teclado ou o teclado da Swype, ambos na tela, possibilitou que eu escrevesse e-mails muito mais rapidamente do que em smartphones tradicionais.

A outra vantagem óbvia sobre telefones menores é o tamanho da tela. O display do 6 Plus é grande o suficiente para transformar atividades meio desagradáveis em pequenos smartphones em tarefas quase confortáveis. Elas variam entre assistir a filmes e ler documentos até utilizar planilhas e fazer uma triagem de e-mails. A vantagem do 6 Plus sobre os outros phablets também é óbvia: o sistema operacional é o iOS da Apple, muito mais intuitivo e fácil de usar do que as interfaces que a Samsung utiliza.

Flash

 

Brasil. O iPhone 6 ainda não foi lançado pela Apple aqui, mas nos sites de comparação de preço, como o Buscapé, cerca de 20 lojas já anunciam, por preços entre R$ 3.000 e quase R$ 6.000.

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