Veja os destaques do Salão de Colônia

Moto show realizado na Alemanha, comemora 50 anos de existência priorizando os modelos de alta cilindrada

iG Minas Gerais | Raphael Panaro |

A cada dois anos, a pequena cidade de Colônia, no noroeste da Alemanha, vira a capital mundial das motocicletas. E 2014 ainda celebra uma efeméride especial. O Salão de Colônia, conhecido oficialmente como Internationale Motorrad und Rollermesse (Intermot) completa cinco décadas de existência neste ano. Apesar de ter algum destaque no cenário de motocicletas, o Intermot ainda perde em importância para o Salão de Milão, o Eicma, que será realizado em novembro na cidade italiana. Muito por isso, algumas empresas preferem esperar o evento italiano para lançar seus principais produtos. Mesmo assim, o evento alemão não fez feio e segue movimentado até o dia 5 de outubro.

Destaques do Intermot 2014

Aprilia Caponord Rally

O principal modelo no estande da italiana Aprilia na Intermot 2014 foi a atualização da Caponord Rally 1200. A estradeira agora conta com rodas de 19 polegadas na dianteira e 17 polegadas na traseira. Outras aquisições são as caixas laterais com iluminação auxiliar de série. Dispositivos como acelerador eletrônico, controle de tração, freios com ABS e suspensão semi-ativa com amortecedores dinâmicos também equipam a linha 2015, que chega no começo do ano que vem à Europa. A Aprilia agora concentra seus esforços para voltar à MotoGP – principal campeonato duas rodas do mundo –, no ano que vem.

BMW S1000 RR

Em casa, a BMW Motorrad não decepcionou. Destaque para a renovada e respeitada superesportiva S 1000 RR. A linha 2015 chega com aprimoramentos. O principal deles é no motor quatro cilindros de 999 cc. Além da melhor entrega dos 11,5 kgfm de torque, o propulsor ganhou 6 cv e agora produz 199 cv de potência. Dentre as melhorias, alterações internas na geometria do motor e o novo sistema de exaustão contribuíram para a força extra. A S 1000 RR também está 4 kg mais leve – 204 kg em ordem de marcha. O chassi  foi modificado para melhorar a rigidez e a flexibilidade da motocicleta. A suspensão ganha controle eletrônico semi-ativo – antes disponível somente na HP4. A atualizada superesportiva dá as caras no Brasil em 2015. A BMW ainda apresentou as renovadas roadsters R 1200 R e sua versão carenada RS.

Ducati Scrambler

A Ducati finalmente revelou a Scrambler. Depois de muitos teasers e fotos vazadas, a marca italiana mostrou oficialmente o modelo retrô, que tem o objetivo de conquistar os jovens. O visual é inspirado nas Scramblers que disputavam provas de enduro nos anos 1960 e 1970. Apesar do estilo “vintage”, a moto traz o moderno motor bicilíndrico em L refrigerado a ar de 803 cc – derivado da Monster 796. O propulsor, no entanto, recebeu modificações para entregar uma aceleração mais branda e possui 75 cv a 8.250 e 69 kgfm de torque a 5.750. O peso é de 186 kg. Há detalhes contemporâneos também com o painel de instrumentos com LCD. A Scrambler será vendida no Brasil a partir do ano que vem e se tornará a motocicleta de entrada da Ducati por aqui. O preço deve ficar em torno dos R$ 30 mil.

Honda VFR 800X Crossrunner

A novidade da Honda no Salão de Colônia foi a VFR 800X Crossrunner. A estradeira voltada para o mercado europeu recebeu atualizações visuais e mecânicas. O motor de quatro cilindros em “V” de 782 cc agora entrega 106 cv a 10.250 rpm. A suspensão teve o curso aumentado – 25 mm no garfo dianteiro e 28 mm no monoamortecedor que absorve os choques do monobraço traseiro. A eletrônica se faz presente pelo Controle de Torque Selecionável da Honda – HSTC –, que percebe a iminente perda de tração na roda traseira e reduz a força transferida para manter a moto estabilizada. Quanto à estética, para se diferir da VFR 1200X Crosstourer, o modelo conta com um novo conjunto ótico.

Kawasaki Ninja H2R

A marca japonesa surpreendeu a todos e levou para a Alemanha um conceito de superesportiva com nada menos que 300 cv de potência – cerca de 40 cv a mais que os protótipos da MotoGP. Para entregar toda essa força, a chamada Ninja H2R ganhou um compressor mecânico aliado a motor quatro cilindros de 998 ccc com refrigeração líquida. Além do todo manancial de força, o modelo surpreende pelo visual repleto de fibra de carbono e cheio de aletas para fins aerodinâmicos. O formato do chassi é de treliça com aços de alta tensão. Os freios são da “grife” Brembo. A H2R será a base usada pela Kawasaki para a futura Ninja H2, que será revelada somente no Salão de Milão, na Itália, em novembro. Em segundo plano, ficaram os novos lançamentos da fabricante: as novas trails Versys 650 e 1.000.

KTM 1290 Super Adventure

A austríaca KTM também fez bonito no Salão de Colônia. Quem atraiu as atenções foi a nova 1290 Super Adventure. O modelo de uso-misto traz um propulsor da naked esportiva Super Duke R, ou seja, um dois cilindros em “V” de 1.301 cc. Porém, algumas alterações foram feitas. Em vez dos 180 cv, a potência foi reduzida para 160 cv. A KTM privilegiou a suave e linear entrega de torque em vez da força em alta rotação. Dentre os equipamentos está o avançado controle de estabilidade desenvolvido em parceria com a Bosch, freios ABS, suspensões eletrônicas semi-ativas e controle de tração com quatro ajustes.

Suzuki GSX-S 1000

A Suzuki usou o Salão de Colônia para preencher uma lacuna em sua linha GSX. Agora, além da R e F, a marca japonesa entra no mundo das nakeds com a GSX-S 1000. O motor é quatro cilindros de 999 cc, mas as especificações não foram reveladas. Especula-se que potência fique em 155 cv e torque chegue a  11 kgfm. Baseada na GSX-R, a moto traz controle de tração de três estágios e novo quadro de alumínio. Os freios ABS ficam como opcional. A concorrência será grande, já que o segmento conta com motos icônicas como  BMW S 1000 R, Kawasaki Z1000, Triumph Speed Triple e Honda CB 1000R. A gama ainda conta uma configuração carenada, que ganhou o nome de GSX-S 1000F.

Triumph Street Triple RX

A principal atração da marca inglesa em terras alemãs foi a Street Triple RX. Uma versão mais radical e agressiva desenvolvida para dar mais esportividade ao piloto. Assim, conta com quickshifter de série – trocas de marcha sem o uso da embreagem –  e com o subquadro e banco da Daytona 675R. O visual foi pouco modificado, mas a rabeta ganhou traços mais esportivos. O que não mudou foi o motor. A Street Triple RX conta com o motor tricilíndrico de 675 cc, 106 cv e 6,9 kgfm de torque. Além da naked, a Triumph apresentou na Alemanha versões especiais da “vintage” Thruxton e da custom Bonneville.

Yamaha XJR 1300

Para o Intermot 2014, a Yamaha exibiu o estilo clássico da XJR 1300 e sua variante Racer. A carenagem mínima deixa o motor quatro cilindros em linha de 1.251 cc e 16V a mostra. Já a Racer tem o visual que remete as motocicletas de corrida dos anos 70 e o escapamento é fornecido pela renomada empresa eslovena Akrapovic. Arrefecido a ar, o propulsor entrega 98 cv de potência e 11,1 kgfm de torque.  A marca japonesa ainda mostrou uma versão customizada da MT-07. Batizada de Moto Cage, o modelo traz todo aparato de motos usadas para fazer acrobacias radicais no asfalto. Dentre as modificações, protetores de motor, radiador e mãos, além de um redesenhado banco dianteiro. O motor é o mesmo dois cilindros de 689 cc, 75 cv e 6,9 kgfm de torque.

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