Diretório estadual do PRTB condena fala de Levy Fidelix

Presidente estadual da legenda repudiou comentários homofóbicos do candidato a presidente e disse que ele expressou opinião dele, não do partido e que "passou dos limites"

iG Minas Gerais | Bernardo Almeida |

CIDADES - BELO HORIZONTE - BEIJACO
Movimento LGBT faz protesto e beijaco em frente a predio da sede do partido PRTB na Av do Contorno .
FOTO: RICARDO MALLACO / O TEMPO - 03.10.2014
RICARDO MALLACO / O TEMPO
CIDADES - BELO HORIZONTE - BEIJACO Movimento LGBT faz protesto e beijaco em frente a predio da sede do partido PRTB na Av do Contorno . FOTO: RICARDO MALLACO / O TEMPO - 03.10.2014

O presidente do diretório do PRTB em Minas Gerais repudiou a fala contra os gays do presidente da legenda e candidato à presidência, Levy Fidelix. Aristides França Neto informou que está viajando e por isso não pôde conversar pessoalmente com manifestantes que se reuniram na frente da sede do partido, no bairro Cidade Jardim, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, na noite desta sexta-feira (3).

Em conversa por telefone com a reportagem de O TEMPO, Neto disse que o candidato foi rígido e exagerou em sua resposta à candidata Luciana Genro (PSOL), durante debate realizado no último domingo (28), na Record. “O presidente Levy Fidelix, a quem eu respeito muito, expressou uma opinião que é dele, e não do partido. Nós acreditamos que ele passou dos um pouco dos limites, até porque a pergunta da Luciana Genro era sobre a violência contra os homossexuais, e não sobre a opção sexual. Todo cidadão tem o direito de ser contra ou a favor, mas ele foi rígido. O que é mais relevante é a questão da violência”, argumentou Aristides França Neto.

Ainda segundo ele, o PRTB estadual também luta contra a homofobia. “Dentro do PTB em Minas, nós temos um movimento LGBT próprio, coordenado pelo pastor Silas Viana”, completou. Segundo o partido, a igreja do pastor Viana é o único templo evangélico de Belo Horizonte que realiza casamentos gays.

Um dos organizadores da manifestação, o estudante de Medicina Gustavo Melo, 21, não se contentou com as explicações do diretório estadual. “O partido dele foi informado e teve cinco dias para se organizar e vir repudiar de forma contundente a fala de Levy Fidelix. Se eles possuem mesmo um movimento LGBT, por que ninguém está aqui para se juntar ao nosso gesto? Se eles repudiam de fato, que se pronunciem publicamente, através de nota”, retrucou o estudante. "Se em Minas o partido não concorda com essa postura, como ele foi escolhido representante nacionalmente?"

Beijaço

Cerca de 30 manifestantes se reuniram em frente à sede do PRTB no início da noite desta sexta (3), número bem inferior aos mais de 900 que haviam confirmado presença no evento 'Ato em Repúdio às Declarações Homofóbicas e Transfóbicas De Levy Fidelix', criado no Facebook.

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