Bancários negociam fim da greve nesta sexta-feira em SP

De acordo com o movimento grevista, o Banco do Brasil e a Caixa também marcaram reuniões para esta sexta; as entidades sindicais têm reivindicações específicas para as duas instituições financeiras

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Bancários da cidade aderiram à greve nacional
Alex Douglas
Bancários da cidade aderiram à greve nacional

A Contraf-CUT, entidade que representa os bancários, anunciou nesta sexta-feira (3) que uma nova rodada de negociação com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) está marcada para às 17h, em São Paulo. Com isso, crescem as chances de um acordo no quarto dia da greve nacional da categoria.

O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, disse que o encontro é resultado da mobilização dos trabalhadores.

"É a força da greve que arrancou essa nova negociação. Esperamos que os bancos apresentem uma proposta decente aos bancários para que possamos levar às assembleias da categoria", afirmou o sindicalista.

De acordo com o movimento grevista, o Banco do Brasil e a Caixa também marcaram reuniões para esta sexta. As entidades sindicais têm reivindicações específicas para as duas instituições financeiras.

Procurada pela reportagem, a Caixa confirmou o encontro com a Contraf-CUT. Já a Fenaban e o Banco do Brasil ainda não se pronunciaram.

Paralisação

A paralisação teve início na terça-feira (30). No terceiro dia, a greve nacional dos bancários deixou 9.379 agências fechadas em todo o país, um aumento de 22,2% em relação ao dia anterior. De acordo com a Contraf-CUT, o número representa 40,8% do total das unidades bancárias no Brasil. A Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, não realiza um balanço diário para averiguar a extensão da greve.

O objetivo dos trabalhadores é pressionar a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a aumentar a proposta de reajuste salarial da categoria.

Reivindicações

Para encerrar a paralisação, a categoria demanda um reajuste de 12,5%, o que inclui 5,8% acima da inflação medida pelo INPC (6,35% no acumulado em 12 meses), piso salarial de R$ 2.979,25, 14º salário e outros benefícios.

A proposta dos bancos, que foi rejeitada pelos trabalhadores, prevê correção salarial de 7,35%, com aumento real de 0,94%.

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