Ucrânia acusa Rússia de participação em ataque ao aeroporto de Donetsk

Porta-voz militar ucraniano Andriy Lysenko disse que o Exército havia repelido ataques separatistas ao aeroporto nas últimas 24 horas

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A Ucrânia acusou as forças russas de ajudar os separatistas nos ataques ao aeroporto de Donetsk, controlado pelo Exército ucraniano.

O porta-voz militar ucraniano Andriy Lysenko disse que o Exército havia repelido ataques separatistas ao aeroporto nas últimas 24 horas.

"Os russos enviaram uma unidade completa de drones sobre o aeroporto, dirigidos por especialistas russos, a fim de realizar reconhecimento aéreo e direcionar os ataques", disse a jornalistas.

Lysenko informou a morte de dois militares nas últimas 24 horas, além de nove feridos.

Segundo ele, o aeroporto continua nas mãos de Kiev, embora o conflito continue. A informação foi confirmada por outro porta-voz.

"O velho e o novo terminal, e a torre de controle estão sob nosso domínio. Os guerrilheiros asseguram que tomaram 100% do aeroporto. Isso são tolices e mentiras", disse Vladislav Selezniov, porta-voz do comando militar ucraniano.

O conflito entre os separatistas do leste da Ucrânia e as forças de Kiev continuam apesar de um cessar-fogo acordado entre as partes no dia 5 de setembro.

Lysenko disse ainda que no sul da Ucrânia, a inteligência do país havia reportado que blindados russos se deslocaram para próximo à cidade de Mariupol.

A Ucrânia e seus aliados ocidentais acusam a Rússia de apoiar os separatistas com armas e tropas, o que Moscou nega.

"Como o lado que ataca não respeitou o cessar-fogo, o lado ucraniano não está abandonando suas armas e continua a defender suas posições. Mas o Exército ucraniano não está conduzindo ataques, manobras ofensivas", disse Lysenko.

Cruz Vermelha

Os dois lados se acusaram pelos ataques dos últimos dias em Donetsk.

O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Pavel Klimkin, disse que os separatistas eram responsáveis pela morte de um funcionário da Cruz Vermelha na quinta (2).

O Ministério russo das Relações Exteriores disse em comunicado que a bomba que causou sua morte veio de território controlado pelos ucranianos.

"Kiev não quer reconhecer algo óbvio: o bairro de Donetsk atingido pelas explosões fica em território controlado pelos rebeldes e os disparos partiram de posições ocupadas pelas forças ucranianas", diz.

O colaborador suíço, de 38 anos, trabalhava como administrador no escritório do Comitê Internacional da Cruz Vermelha na cidade, informou a organização.

O bombardeio da quinta foi o primeiro ataque ao centro da cidade desde a trégua declarada em 5 de setembro.

Na quarta (1º), bombardeios deixaram ao menos dez mortos entre a população civil da cidade nos arredores do aeroporto.

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