Com Hypolito, Brasil vai bem e equipe deve ir à final

Com 348.100 pontos conquistados, a equipe brasileira fechou o dia no segundo lugar geral, na fase de classificação do masculino

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Jefferson Bernardes/VIPCOMM
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Diego Hypolito já havia desistido de disputar o Mundial de Nanning, mas foi surpreendido com uma troca de última hora. Caio Souza viu se agravarem as dores no pé e foi substituído por Diego pouco antes da disputa da fase de classificação, nesta sexta (a partir de quinta à noite no Brasil). Apesar do problema inesperado, o Brasil foi muito bem. Fechou o dia em segundo por equipes e tem grandes chances de disputar uma final pela primeira vez.

Afinal, com 348.100 pontos, o Brasil só foi pior que a China neste primeiro de dois dias de classificação no masculino. Na comparação com o Mundial de 2011, o último que teve disputa por equipes, o País ganhou posições de Coreia do Sul, Ucrânia, Espanha e Canadá. No sábado (horário chinês) competem, entre outros, Japão, EUA, Alemanha, Rússia, Romênia, França e Grã Bretanha. O Brasil precisa ir melhor apenas que um deles para ficar entre os oito primeiros.

A expectativa é por mais quatro finais individuais. Nas argolas, uma má notícia. O chinês Yang Liu confirmou que está melhor que Arthur Zanetti e fez a melhor nota do dia (15.933), deixando o brasileiro em segundo, com 15.716. A nota garante Zanetti nas finais.

No solo, Diego Hypolito foi quase perfeito. Somou nota 15.900 e ficou muito à frente do segundo colocado, o espanhol Rayderley Zapata Santana, que tirou 15.566. Para ajudar, o chileno Enrique González, que vinha regularmente vencendo o brasileiro, teve uma apresentação ruim e está fora da final. Hypolito também fará final.

Diego, vale explicar, ficaria fora do Mundial porque é um ginasta especialista, que colabora com nota em poucos aparelhos para a equipe, cujo resultado é o mais importante para o Brasil nesta competição. Ele seria reserva apesar da chance real de medalha no solo e no salto, aparelho em que está em sétimo, praticamente fora da final. Sergio Sasaki, em quinto, ainda sonha com a decisão.

No individual geral, o Brasil deverá ter dois atletas na final. Sergio Sasaki está praticamente garantido. Quinto no Mundial do ano passado, ele não repetiu o desempenho, mas fechou o dia em sexto, com 87.522 pontos. Pouco abaixo ficou Arthur Nory Mariano com 86.131, em oitavo. A final reúne 24 atletas.

O estreante Lucas Bitencourt também foi bem no individual geral, no 14.º lugar, mas não tem chances de fazer a final porque só dois atletas por país brigam por medalha. Sasaki é nono nas barras paralelas, mesmo resultado de Arthur Nory Mariano na barra fixa. No cavalo com alças, Sasaki ocupa o 12.º lugar.