Candidatos fazem considerações finais no debate dessa quinta-feira

Os presidenciáveis usaram o tempo para agradecer aos militantes, reforçar propostas e pedir votos no próximo domingo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Dilma / Site oficial / Divulgação
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A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) repetiu em suas considerações finais do debate promovido pela "TV Globo" nessa quinta-feira (2), que a eleição é um "momento especial" e que pedia "com humildade" o voto do telespectador no domingo. Dilma reforçou o discurso da experiência e da segurança. "O telespectador tem que perguntar quem tem mais experiência e capacidade para avançar ainda mais? Quem tem compromisso com os trabalhadores para defendê-los nos momentos bons e ruins?", questionou. Concluiu pedindo novamente que o eleitor vote, no domingo, com "consciência, paz e amor no coração".

O candidato do PSDB, Aécio Neves, lembrou uma frase que sua avó Risoleta, esposa do falecido presidente Tancredo Neves sempre dizia, que a gratidão é a memória do coração. "Este é o sentimento que tenho neste momento. A cada um de vocês, reitero o que disse pessoalmente, que posso fazer um governo transformador. Reuni os melhores e mais talentosos quadros para fazer a sua vida melhor, para fazer com que seu filho tenha a melhor educação e possa enfrentar um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, para que a segurança pública seja uma realidade. Quero ser o presidente de todos os brasileiros e posso garantir que vocês terão um governo honrado e eficiente."

A candidata do PSB, Marina Silva, abriu suas considerações finais falando do desejo do eleitorado por mudança, com melhoria na representação política e nos serviços de saúde, educação e segurança. Marina falou do meio ambiente, criticando postura recente da presidente Dilma Rousseff (PT) em conferência da ONU. "A presidente Dilma se recusou a assinar acordo para proteger as florestas recentemente", alfinetou. E bateu também no tema sensível para o PT no momento, as acusações de corrupção na Petrobras. "Sabemos o quanto a população quer dar um basta à corrupção, que drena recursos", disse. Marina falou ainda que apresentou um programa de governo e reforçou o seu número na urna, que não é conhecido por praticamente metade de seu eleitorado, pedindo que as pessoas votem 40 "sem medo".

O candidato do PSC, Pastor Everaldo, também usou seu tempo de consideração final para criticar a postura da presidente na ONU. "Em entrevista coletiva, a presidente defendeu diálogo com assassinos terroristas", lamentou e disse representar a verdadeira mudança. Encerrou com seu discurso clássico contra aborto, contra a legalização do casamento gay e contra a descriminalização do aborto e do uso de drogas.

Levy Fidelix (PRTB) usou seu tempo final para voltar a defender seu discurso contra gays, que foi alvo de vários ataques ao longo do debate. "Agradeço a Deus por nos ter dado conforto e firmeza quando tentaram atentar contra a moral e os bons costumes sobre a minha figura",afirmou. Ele repetiu que sabe que não vai ganhar, pois "grande mídia" e o "capital" já elegeram os três candidatos mais bem pontuados, em referência a Dilma, Marina e Aécio, mas disse que com insistência voltará em futuras eleições.

O candidato do PV, Eduardo Jorge, agradeceu a família, os militantes e correligionários. "Mais de 100 mil pessoas nas redes sociais nos acompanharam nesse debate horizontal. O Partido Verde é um partido conservador, reformista e revolucionário, capaz de enfrentar o consumismo capitalista que corrói. Eu peço a vocês que, no primeiro turno, vote com o coração e com a razão. Porque assim eu posso influenciar sim no segundo turno, mesmo não estando lá", disse.

Luciana Genro (PSOL), por sua vez, agradeceu nas considerações a acolhida que teve em todo o País, principalmente dos jovens que acreditam que podem fazer um futuro melhor. E disse que a eleição tem dois turnos. "O primeiro é hora de votar naquele que vocaliza bandeiras nas quais você acredita. Nós estivemos na linha de frente das bandeiras do movimento LGBT durante todo o processo eleitoral. Precisamos acreditar que é possível mudar, e junho de 2013 nos fez acreditar que sempre é possível mudar. A nossa luta não termina no 2º turno."