Descansados para a ‘decisão’

Contra o Colorado, Raposa terá suas estrelas com fôlego renovado após maratona pesada

iG Minas Gerais | Bruno Trindade e Guilherme Guimarães |

Motor. Goulart dá força e arranque à linha de frente da equipe celeste
Anderson Stevens / Light Press / Cruzeiro –27.9.2014
Motor. Goulart dá força e arranque à linha de frente da equipe celeste

A sequência intensa de jogos do Cruzeiro na temporada tem provocado desgaste físico nos atletas celestes, que já demonstram cansaço pelas 58 partidas. Chegando a uma fase decisiva do Brasileirão, com compromissos da Copa do Brasil intercalados, a Raposa busca soluções para diminuir os impactos da fadiga e, assim, voltar a atuar em alto nível.

Contra o Internacional, atual segundo colocado, o líder terá que superar, além do principal rival na luta pelo título, o desgaste físico. E para ter os jogadores mais inteiros diante do Colorado, no compromisso que ganha ares de “final antecipada”, o técnico Marcelo Oliveira poupou a maioria dos titulares contra o ABC-RN, anteontem. O próprio treinador entende que a solução foi boa.

“Achamos que tomamos a decisão certa, os jogadores vêm de muitos jogos, as equipes adversárias chegam com tudo e a gente corre muito. A forma de jogar é intensa e fizemos o que achamos interessante, pois o jogo de sábado tem importância fundamental. Se jogarmos um grande futebol contra o Inter, vamos ficar bem na tabela”, disse Oliveira.

Apesar de entender que a decisão de poupar jogadores é interessante, tomando por base o calendário do futebol nacional, o treinador não deixou de usar, pelo menos durante alguns minutos, atletas considerados titulares contra o Coritiba e o próprio ABC-RN. O fato de ter utilizado esses atletas durante as partidas não significa dizer, de certa forma, que eles não estavam sendo poupados.

Isso porque, segundo o professor de fisiologia do exercício da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Samuel Penna Wanner, o esforço do jogador será menor se ele entrar no decorrer do jogo. “O esforço do atleta no primeiro tempo é maior do que no segundo. Na média, os jogadores sempre correm mais e realizam exercícios mais intensos na primeira etapa. Entrando no segundo tempo, ele tem menos tempo para jogar, encontra os adversários mais cansados, correndo menos e realizando esforços menores”, explicou Samuel Wanner.

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