Morador de Itabira economiza água

Abastecimento é suspenso 7 horas por dia, mas algumas casas chegam a ficar 3 dias sem o produto

iG Minas Gerais | Ludmila Pizarro |

Falta d’água. Torneiras secas  no período entre 13h e 20h  já fazem parte do dia a dia da população
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Falta d’água. Torneiras secas no período entre 13h e 20h já fazem parte do dia a dia da população

Decretado no último dia 15, o racionamento de água em Itabira, na região Central de Minas Gerais, está levando a população a economizar e armazenar a pouca água que chega, comprando caixas-d’água maiores, por exemplo. O abastecimento é cortado para toda a cidade às 13h e retorna às 20h. “Para não faltar, estamos diminuindo muito a utilização”, informa o motociclista Romualdo Lúcio Chaves, morador do bairro Pedreira de Cima.

Segundo o diretor-presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Itabira (Saae), Jacir Primo, a situação não está se agravando. “Além do racionamento, estamos buscando reforço para as estações de tratamento de água mais problemáticas, que são Pureza e Gatos”, revela ele.

A Saae está buscando, por meio de bombeamento, recursos hídricos em riachos e ribeirões próximos. “Estamos evitando que a situação se agrave”, garante. O armazenamento da água também tem ajudado o itabirano a conviver com o racionamento. “Não estou sentindo a falta de água porque sempre temos na caixa”, explica Mírian Lúcia de Souza, do bairro Campestre.

Já a dona de casa Antônia Valentina, moradora do bairro Nova Vista, já enfrenta mais dificuldades. “Para não faltar, eu encho os galões, porque a água só volta bem tarde da noite”, diz.

Jacir Primo aconselha que os moradores mantenham uma caixa-d’água de pelo menos 2.000 litros. “Alguns moradores ainda tinham caixas d’água muito pequenas, com 750 litros. Isso não é o suficiente para uma família com quatro membros”, analisa.

O uso da água, porém, deve ser consciente. “Os moradores dos bairros mais baixos recebem a água primeiro. O problema é quando o reservatório já está cheio e o cidadão continua usando a água indiscriminadamente. Isso prejudica os bairros altos”, diz Primo.

Nesses bairros, a população chega a ficar até três dias sem água. “Já ficamos três dias sem água. Tenho repositório e já emprestei água para os meus vizinhos”, diz a aposentada Alé Drummond Ribeiro.

Jacir Primo, no entanto, explica que a falta de água por mais de 24 horas pode ser um problema de manutenção. “Como o nível de água está baixo, muitas vezes entra ar na tubulação, e isso pode impedir que a água chegue às casas. Nesse caso é necessário fazer manutenção, não é por causa do racionamento”, explica o presidente.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave