Pagar para preservar pode ser uma saída

iG Minas Gerais |

Uma nova corrente de pesquisas vem estudando as vantagens de manter as florestas de pé. Segundo especialistas, as árvores plantadas são fornecedoras de uma série de serviços ambientais que atendem o continente. Três exemplos são a redução de carbono na atmosfera, a produção de oxigênio e a de chuvas.

De acordo com o Código Florestal – lei de 2012 que estabelece os limites de uso da terra, respeitando a vegetação local –, as propriedades situadas na região da floresta amazônica devem preservar 80% de sua área – sobrando só 20% para a atividade econômica.

“O pagamento por esses serviços ambientais é uma medida de incentivo interessante, pois é muito difícil cuidar de uma área muito grande só com a fiscalização. Pagar pela preservação da área é uma política inteligente, porque reduz o custo (da preservação para o proprietário)”, defende Rômulo Sampaio, professor de direito ambiental da FGV Direito Rio.

“(Atualmente) só o carbono é um serviço ambiental que pode ser precificado e que teria agentes ou organizações dispostos a pagar por ele”, afirma o líder da sub-rede de serviços ambientais dos ecossistemas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais da Amazônia (Inpe), Flávio Luizão. Mas, ainda de acordo com ele, esses preços precisam ser melhorados e outros serviços devem ser incluídos para a preservação se tornar atrativa. (RS)

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