Aos 35, Adrianinha se aposenta da seleção de basquete

Após a eliminação da seleção nas oitavas de final do Mundial de Basquete, a armadora anunciou que iria deixar a equipe brasileira

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Zanon orienta Adrianinha em partida que marcou a despedida brasileira do Mundial
FIBA/REPRODUÇÃO
Zanon orienta Adrianinha em partida que marcou a despedida brasileira do Mundial

Última remanescente da equipe medalhista de bronze nos Jogos de Sydney/2000, Adrianinha está mais uma vez aposentada da seleção brasileira feminina de basquete. A armadora, de 35 anos, anunciou sua decisão depois da derrota do Brasil para a França, em Ancara (Turquia), que eliminou a equipe nas oitavas de final do Mundial, encerrando o torneio num decepcionante 12.º lugar.

"Dessa vez o anúncio é para valer. Em 2012, após os Jogos Olímpicos de Londres, havia anunciado que era hora de parar. Mas o técnico Luiz Augusto Zanon me chamou para participar do projeto de renovação e voltei. Estou com 35 anos, tenho uma filha de oito anos e quero ter mais um filho", disse Adrianinha, que atualmente defende o América, de Recife, clube que herdou o elenco do Sport.

Adrianinha começou a defender a camisa da seleção brasileira em 1994, quando foi campeã sul-americana cadete. Passou pelo juvenil, brilhou na conquista do quarto lugar no Mundial da categoria, em 1997, mas demorou a ter lugar no time principal, num momento em que o Brasil ainda estava entre as potências da modalidade.

Em Sydney, por exemplo, praticamente não jogou em um time que tinha Helen Luz, Janeth, Alessandra, Cíntia Tuiú e Adriana Santos, todas remanescentes do time campeão mundial de 1994. Agora, 14 anos depois, liderou um elenco de média de idade de 25 anos, que disputou o Mundial da Turquia com nove novatas num grupo de 12 atletas.

"O que eu podia fazer para contribuir eu fiz, agora é a vez dessa meninada que está vindo aí. Elas demonstraram dedicação e que podem crescer e evoluir muito. Para mim foi uma honra ter participado nesses dois anos do começo do processo de renovação" contou a armadora.

Na despedida, Adrianinha fez muitos agradecimentos à seleção, pela qual fez 1.113 pontos em 127 jogos. "Foi com a seleção que conheci minha melhor amiga, a Alessandra, e onde tive muitas experiências gratificantes. Conheci o mundo viajando com o basquete e tive a honra de disputar quatro Olimpíadas e quatro Mundiais. Foi por causa da seleção que realizei o sonho de jogar na WNBA."

Aos 35 anos, Adrianinha já pensa na carreira após a aposentadoria como jogadora. "Também quero me dedicar aos projetos no Brasil. Quero aprender a ser técnica e ensinar basquete. Já fiz dois Cursos da Escola de Treinadores da CBB e estou fazendo um curso no COB sobre os 'Fundamentos da Administração Esportiva'. Vou me preparar para todas as oportunidades que aparecerem, seja de técnica ou trabalhando na Confederação ou no COB. O basquete feminino precisa de mais gente lutando pela atletas. E é para isso que vou me dedicar agora."