Policiais confundiram colegas de trabalho com bandidos, diz advogado

Um dos suspeitos foi ouvido na manhã desta quinta; no dia 25 de setembro, um policial foi morto durante uma operação contra o tráfico de drogas na cidade

iG Minas Gerais | CÍNTHIA RAMALHO |

Um dos policiais civis suspeito de atirar e matar um outro policial em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, durante uma operação contra o tráfico de drogas foi ouvido na casa de custódia da Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (2). Segundo o advogado que defende a dupla, eles só atiraram porque imaginaram que fossem bandidos.

Luno Eustáquio Costa Campos, de 24 anos, foi, segundo o advogado Ramon dos Santos, complementar o depoimento que tinha prestado anteriormente. Porém, o teor da conversa não foi revelado.

Em contato com a imprensa, Santos afirmou que Campos e Lucas Menezes Meireles estavam no bairro Capelinha para investigarem um duplo homicídio. Durante a campana, surgiu um carro descaracterizado. Nesse veículo estavam a vítima,  Clenir Freitas da Silva, 45, e um delegado.

“Os clientes me contaram que o Clenir não estava com nenhuma identificação de policial. Além disse, eles fizeram uma abordagem pela frente, o que não é comum na corporação e, por esse motivo, eles imaginaram que no carro estivessem bandidos”, explicou o defensor.

Ainda segundo ele, os funcionários da delegacia que os suspeitos trabalhavam sabiam que os policiais estavam no bairro para investigar o caso. Já Silva não havia sido comunicado porque não havia necessidade, já que ele e o delegado eram de equipes diferentes.

Santos afirmou que vai entrar com o pedido de habeas corpus para os suspeitos. O delegado que colheu o depoimento, Reinaldo Lima, e a corregedoria da Polícia Civil não comentaram o caso.

Bens

Ainda segundo o advogado, em relação aos bens de Meireles, ele informou que o carro foi parcelado, a moto pertence ao seu irmão e o apartamento nunca existiu.

Relembre o caso

Na última quinta-feira (25), Silva foi morto durante operação que tinha como objetivo interceptar um carregamento de drogas que chegaria em Betim.

Durante a abordagem a um veículo, a vítima e o delegado teriam sido reconhecidos e houve troca de tiros. Silva foi baleado, chegou a ser socorrido ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.  

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