Aécio propõe expandir UPP para todo o país

No programa do tucano, a UPP é batizada de Casa de Justiça e Cidadania; pela proposta, as unidades seriam instaladas nas áreas de risco e financiadas pelo governo federal

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Aécio Neves em caminhada pelo calçadão de Campo Grande (RJ), em 10/09/2014
PSDB/DIVULGAçãO
Aécio Neves em caminhada pelo calçadão de Campo Grande (RJ), em 10/09/2014

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, propôs no capítulo sobre cidadania do seu programa de governo, divulgado nessa quarta-feira (1º), replicar o modelo de Unidade Pacificadoras de Polícia (UPP) do Rio de Janeiro para todo o país.

No programa do tucano, a UPP é batizada de Casa de Justiça e Cidadania. Pela proposta, as unidades seriam instaladas nas áreas de risco e financiadas pelo governo federal. As casas teriam estratégias de "policiamento de proximidade, semelhantes às UPPs, no qual policiais ficarão alocados 24 horas por dia nesses locais".

Nas visitas ao Rio, Aécio já sinalizou simpatia pelo projeto da UPP. Em agosto, visitou a comunidade de Santa Marta, em Botafogo - a primeira a receber uma UPP - e foi acompanhado pelo secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, um dos principais nomes da administração do PMDB.

No Rio, o PSDB apoia formalmente o candidato do PMDB ao governo do Estado, Luiz Fernando Pezão. Um bloco batizado de Aezão foi criado para costurar o apoio. O movimento prega o voto em Aécio para presidente e em Pezão para governador.

Segundo Claudio Beato, coordenador da área de segurança do programa, a proposta do tucano trata a segurança em vários eixos. Primeiro com leis mais adequadas para coibir a impunidade no País. O programa confirmou a proposta de que os maiores de 16 anos, que comentam crimes gravíssimos, possam cumprir um tempo maior de detenção.

"Vamos melhorar as condições de trabalho das polícias, inclusive enviando ao Congresso um Projeto de Lei que agrava as penas de crimes cometidos contra policiais. Além disso, vamos melhorar também a qualidade profissional e as condições de trabalho das polícias", disse.