Insatisfeito, Gilvan afirma que Cruzeiro vai recorrer de punição

Para presidente celeste, a Polícia Militar é quem tem poder para garantir a segurança do público contra bandidos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Gilvan está inclinado a cumprir contrato com o BMG até o fim
Washington Alves/VIPCOMM
Gilvan está inclinado a cumprir contrato com o BMG até o fim

Uma pena leve, se comparada à dimensão do artigo ao qual foi enquadrada, mas que não agradou em nada ao presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares. Por causa dos incidentes no clássico, no último dia 21, a Raposa, assim como o Galo, foi punida, nessa quarta-feira, com a perda de um mando de campo e multa em R$ 50 mil. A decisão foi considerada injusta pelo dirigente celeste, que garantiu que o time vai recorrer. “Hoje (quarta-feira) já conversei com nosso advogado no Rio de Janeiro e pedi a ele que solicitasse que fosse declarado, por escrito, o voto vencido, que foi um voto muito mais favorável aos clubes, e que o nosso advogado recorresse da decisão, porque a gente não pode concordar que o clube de futebol seja punido sem ter poder de Polícia. Todos assistiram os vídeos que mostraram um policiamento ostensivo muito grande e viu que nem ela conseguiu conter a tempo um dos bandidos, dos vândalos, que costumam vir em um campo de futebol. Aquilo não é torcedor", destacou Gilvan em declaração publicada no site oficial do clube. Insatisfeito, o presidente do Cruzeiro criticou a interpretação do caso, ao afirmar que uma pessoa que age como as que causaram tumulto no clássico não pode ser considerada um torcedor.  O dirigente também lembrou que a Polícia Militar agiu com o intuito de controlar a situação e prendeu os infratores, e que é ela quem deve ser responsável pela segurança do público. "Essa prova toda foi feita, mas, mesmo assim, os clubes foram punidos sob a alegação de que, se acontecer qualquer coisa, o clube tem que ser punido, e é um absurdo isso acontecer. Atribuindo um poder ao clube que ele não tem. Se nem a Polícia conseguiu, como que o clube vai conseguir?", completou. Gilvan destacou que o Cruzeiro fez tudo que era possível para resguardar o clube e o público presente no clássico e cumpriu com todas as medidas previstas no Código Brasileiro de Justiça Desportiva para se livrar da punição. Ainda assim, acabou penalizado. "Nós fizemos de tudo para que esse artigo 213 do código, que é muito injusto, não pesasse sobre os clubes, porque a gente tem que tomar medidas para prevenir e reprimir. Nós convocamos a Polícia Militar, colocamos aquela quantidade de seguranças, fizemos tantas reuniões com a PM, com as torcidas organizadas", afirmou.

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