Pequim alerta para risco de “caos” em Hong Kong

O jornal refere-se aos manifestantes como estando, de forma egoísta, a perturbar a ordem social, de forma a prejudicar a estabilidade social e a prosperidade econômica de Hong Kong

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Image Description :	Riot police use tear gas against protesters after thousands of people block the main road at the financial Central district Hong Kong, Sunday, Sept. 28, 2014. Hong Kong activists kicked off a long-threatened mass civil disobedience protest Sunday to challenge Beijing over restrictions on voting reforms, escalating the battle for democracy in the former British colony after police arrested dozens of student demonstrators. (AP Photo/Vincent Yu)
Image Description : Riot police use tear gas against protesters after thousands of people block the main road at the financial Central district Hong Kong, Sunday, Sept. 28, 2014. Hong Kong activists kicked off a long-threatened mass civil disobedience protest Sunday to challenge Beijing over restrictions on voting reforms, escalating the battle for democracy in the former British colony after police arrested dozens of student demonstrators. (AP Photo/Vincent Yu)

Pequim advertiu nesta quinta-feira (2) que os protestos pró-democracia em Hong Kong podem empurrar a cidade para o “caos” e reafirmou “forte apoio” ao chefe do governo, CY Leung, cuja demissão é exigida nas ruas pelos manifestantes.

“O Governo Central vai continuar firme e inabalável no apoio às medidas e políticas adotadas pelo líder CY Leung e pela polícia da Região Administrativa Especial na gestão desses protestos ilegais, de acordo com a lei”, diz editorial publicado na primeira página do "Diário do Povo", jornal do órgão central do Partido Comunista Chinês.

“Se os assuntos não forem tratados de acordo com a lei, a sociedade de Hong Kong vai entrar no caos”, acrescenta o artigo.

O jornal refere-se aos manifestantes – que pedem sufrágio universal pleno e a demissão de CY Leung – como estando, de forma egoísta, a perturbar a ordem social, de forma a prejudicar a estabilidade social e a prosperidade econômica de Hong Kong.

Desde a escalada de protestos no domingo passado (28), Pequim tem manifestado apoio às autoridades da antiga colônia britânica e oposição ao que chama de “atos ilegais”.

Esta semana, as autoridades chinesas detiveram uma dezena de ativistas em todo o país e interrogaram 60 que expressaram apoio às manifestações pró-democracia em Hong Kong, de acordo com organizações de defesa dos direitos humanos, como a Anistia Internacional.

Isso “só vem reforçar a razão pela qual tantas pessoas em Hong Kong temem o crescente controle de Pequim sobre os assuntos internos da cidade”, disse em comunicado William Nee, representante da Anistia Internacional na China.

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