Tribunais vergonhosos que não deveriam existir

iG Minas Gerais |

Essas punições a Atlético e Cruzeiro foram mais um absurdo praticado pelo STJD, ainda que as penas tenham sido mínimas. Expectativa para o que ocorrerá com o julgamento do recurso do América, hoje, que tenta recuperar os 21 pontos que lhe foram subtraídos por este mesmo estranho tribunal. Participei ontem do Redação Sportv, o ótimo programa comandado por André Rizek. Junto com o companheiro Osvaldo Reis, o “Pequitito”, grande narrador das rádios Globo/CBN, em um dia histórico do Redação, já que o SporTV montou uma inédita bancada regional, mineira. Segundo Rizek, foi ideia de Lédio Carmona, um dos comentaristas de rede nacional que mais respeitam os Estados. Além de muito bem informado, também, sobre os clubes fora do eixo Rio/SP, sabe a noção exata da importância de o jornalista de uma rede respeitar e valorizar o país como um todo. Força a Minas Rizek é um antigo apaixonado por Minas Gerais, além de gostar do futebol mineiro. Segundo a turma da casa, o programa foi muito bom. Senti-me absolutamente à vontade, como se estivesse na bancada do saudoso Minas Esporte, da Band, onde se falava o que se queria e o debate era uma constante. Falando tudo Tive a oportunidade de falar o que escrevo em minhas colunas e no blog www.chicomaia.com.br , contra os desmandos da CBF, a desnecessidade da existência de tribunais esportivos estaduais e muito menos do STJD. Para nada TJDs e STJD só servem para encarecer o futebol e dar visibilidade a auditores, procuradores e outras figuras que fazem parte dessas instituições “inócuas, insípidas e inodoras”. Era só copiar, na íntegra, o código de funcionamento das punições da Uefa, por exemplo, que tudo funcionaria à beira da perfeição, sem demoras, sem rodeios, e o mais importante: com justiça. As regras do futebol são universais, mas no Brasil existe essa parafernália que só atrapalha. Exigência André Rizek lembrou que a Constituição Federal exige que esses tribunais existam. Mais um item desnecessário da nossa Constituição, que deveria ser revista pelos próximos congressistas, acabando de cara com esse entulho. Atualmente esses tribunais chegam ao cúmulo de interferir no que acontece nos jogos, dentro de campo, interpretando, julgando e punindo situações não registradas pelos árbitros nas súmulas.

“Burrocracia” [/INTER]Até os árbitros são punidos quando não anotam alguma coisa que um auditor ou procurador viu pela TV, mas que ele não viu. Mas o nosso país tem tradição colonial de burocracia, desde a chegada de Pedro Álvares Cabral, que resulta em cartórios, papelada, gente para ganhar dinheiro e, obviamente, as coisas erradas que sabemos que isso gera. Aquela velha história de se criar dificuldades para se vender facilidades.

Amolação [/INTER]O risco de uma punição pesada era tão grande que os presidentes do Galo e da Raposa deixaram os seus afazeres em Belo Horizonte para tentar convencer esses senhores de que a segurança nos estádios é responsabilidade da polícia e das administrações dessas praças esportivas. E lá se foram Kalil e Gilvan.

Precisa ouvir Foi uma pena que condições técnicas impediram que o presidente do STJD participasse do programa, pois eu gostaria de ter falado tudo isso diretamente a ele. A sua participação seria sobre o julgamento de Atlético e Cruzeiro, por causa dos incidentes envolvendo os marginais das duas torcidas, que soltaram bombas, foguetes, quebraram cadeiras e até provocaram a paralisação do clássico passado entre eles, pelo árbitro carioca Marcelo de Lima Henrique.

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