'Nós estamos no segundo turno', diz Marina ao visitar favela em SP

A candidatura pessebista não vai mudar sua estratégia nos cinco dias finais da campanha ao primeiro turno; "Vamos continuar discutindo o país"

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina Silva , durante encontro com lideranças sindicais na Casa de Portugal
ADRIANA SPACA/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina Silva , durante encontro com lideranças sindicais na Casa de Portugal

Apesar da tendência de queda registrada nas últimas pesquisas de intenção de voto, a candidata do PSB à Presidência Marina Silva afirmou nesta quarta-feira (1°) que será uma das vencedoras nas eleições deste domingo (5).

"Nós estamos no segundo turno", disse a ex-ministra de Lula em visita a Paraisópolis, uma das favelas mais populosas de São Paulo.

Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (30), Dilma Rousseff (PT) tem 40% das intenções de voto. Seguida por Marina, com 25%, e Aécio Neves (PSDB), 20%. Nunca, a diferença entre o segundo e o terceiro colocado esteve tão apertada. A diferença entre Aécio e a ex-senadora Marina Silva, que já foi de 20 pontos, caiu para 5.

A candidatura pessebista não vai mudar sua estratégia nos cinco dias finais da campanha ao primeiro turno, segundo Marina. "Vamos continuar discutindo o país", disse a candidata, que voltou ao mesmo lugar onde esteve Eduardo Campos, algumas semanas antes de morrer em um acidente aéreo em agosto.

"Nós apresentamos a nossa proposta, enquanto a presidente Dilma não apresentou. E, o governador Aécio fez isso a poucos dias da eleição, quando não há mais tempo para discutir o programa".

Após assistir a apresentação da Orquestra Filarmônica de Paraisópolis, formada por jovens e adolescentes, e de um corpo de balé da própria comunidade, Marina fez um discurso dirigido para a população carente do local.

CRÍTICA A DILMA

Marina afirmou que vai continuar o programa Bolsa Família e, também, vai criar o passe livre para os estudantes poderem ir e voltar da escola. A candidata ainda lembrou de sua infância pobre entre os seringais do Acre e da alfabetização, que veio apenas aos 16 anos.

A pessebista ganhou o público que a assistia ao falar de suas propostas para a saúde. "Tive minha primeira filha em um hospital público. Não tinha plano de saúde e sei bem o que é isso". O parto foi complicado e, segundo Marina, ela correu risco de morrer.

"Assumo o compromisso de construir o hospital que ainda não tem aqui", afirmou a candidata, que aproveitou para alfinetar a presidente Dilma Rousseff. Segundo membros da comunidade, a então candidata Dilma, na campanha passada ao Planalto, também esteve em Paraisópolis e prometeu a construção do hospital, que, até hoje, não saiu do chão. Existe apenas o terreno disponível para a obra.

Ao lado de Beto Albuquerque, candidato a vice na chapa do PSB, Marina ainda rebateu as críticas de Dilma, que afirmou nesta terça-feira (30), que a candidata tinha um "desvio de caráter" por mentir. "Falta de caráter é vir numa comunidade como essa, prometer um hospital, e não cumprir depois de quatro anos. Isso sim é mentira"

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