Polícia prende 3ª suspeita de participar de aborto que matou mulher

Segundo a polícia, a suspeita de 37 anos terá que cumprir prisão temporária de 30 dias pelos crimes de homicídio doloso e formação de quadrilha

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Uma terceira suspeita de envolvimento no aborto que levou à morte de Elizângela Barbosa, 32, foi presa na noite de terça-feira (30) após se entregar na Divisão de Homicídios de Niterói, na região metropolitana do Rio.

Segundo a polícia, Sheila Cristina Silva Teixeira, 37, terá que cumprir prisão temporária de 30 dias pelos crimes de homicídio doloso e formação de quadrilha.

Na terça, também foram presos a mãe de Sheila Teixeira, Lígia Maria Silva, apontada como autora do crime e líder do esquema de abortos clandestinos, e Rildo José Medeiros dos Santos, auxiliar de enfermeiro suspeito de levar Elizângela até a casa de Lígia, que realizava abortos havia pelos menos 16 anos, de acordo com a polícia. Ela se entregou na delegacia e ele foi preso no município de Maricá, região dos Lagos.

A reportagem procurou os advogados dos suspeitos presos, mas eles não foram localizados.

Segundo a polícia, o aborto de Elizângela foi realizado na cama de Lígia. A mulher estava grávida de cinco meses e morreu em uma clínica clandestina que funcionava na casa onde a suspeita morava, no último dia 20, em Niterói.

De acordo com o delegado Adílson Palácio, responsável pelo caso, Lígia Silva contou em depoimento detalhes de como teria sido o aborto.

'Ela (Lígia) afirmou que injetou um remédio via intravenosa ainda no sábado e dormiu ao lado de Elizângela, na sua cama. No dia seguinte, pela manhã, o feto foi expelido e jogado na lixeira. A acusada disse ainda que Elizângela não parava de sangrar, mas não teria sido introduzido nenhum objeto para acelerar o aborto', relatou Palácio à reportagem.

O depoimento contradiz o laudo da perícia cadavérica do corpo de Elizângela que encontrou um tubo de plástico no seu útero, além de uma perfuração no intestino.

A polícia apreendeu o colchão com manchas de sangue, mas a perícia ainda não ficou pronta para atestar se o sangue era mesmo de Elizângela.

Santos prestou depoimento na tarde de terça, na Divisão de Homicídios. Ele relatou, segundo os policiais, ter indicado outras três mulheres para fazerem aborto com Lígia, sendo o primeiro caso na década de 1990, em endereço não revelado.

A polícia ainda procura o outro filho de Lígia Silva, Wagner Silva. Ele é foragido da Justiça sob acusação de integrar a quadrilha.

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