XJR 1300 Cafe Racer

A Yamaha sai na frente e estimula a customização de seu modelo mais clássico, a estradeira XJR 1300

iG Minas Gerais |

O manual do proprietário é um livreto que instrui sobre segurança e conservação da moto
Roberto Seixas/Jornal SOBRE RODAS
O manual do proprietário é um livreto que instrui sobre segurança e conservação da moto

A Intermot – feira de motos na Alemanha, que começou ontem, apenas para a imprensa especializada ostenta uma novidade muito esperada no estande da Yamaha e amplamente divulgada de uns meses para cá, mas orquestrada há cinco anos, em parceria com algumas das mais conceituadas customizadoras de motos: a clássica XJR1300 customizada em estilo Cafe Racer. No Brasil poucos conhecem a XJR 1300 com motor quadricilindro de refrigeração a ar, de grande renome e muito apreciada na Europa. Percebendo o clima nostálgico e a tendência atual ao retorno de desenhos antigos ou clássicos dos anos 70 e 80, a Yamaha esteve trabalhando estreitamente com as mais preparadas empresas do ramo de customização, que já expõem vários ensaios com a velha XJR 1300 no estilo Racer. A principal delas, a australiana Deus Ex Machina, que produziu a bela XJR 1300 Eau Rouge Racer. A Yamaha estimula esse segmento seleto, agindo bem à frente de seus concorrentes com várias equipes customizando e apresentando opções a seus consumidores.</CW> Motor original Todas sa versões de inspiração neoclássicas da XJR 1300 no estilo Cafe Racer – motos preparadas para corridas de rua entre um boteco (café) e outro – utilizam o motor original de quatro cilindros com 1.251 cc, 98 cv a 8.000 rpm e 10,9 kgfm a 6.000 rpm e refrigeração a ar. O comando é DOHC de 16 válvulas. Um senhor propulsor que, na customização, perde peso e fará dela uma boa máquina para desfilar e se aventurar nas estradas com estilo e muito força. A customizadora Deus Ex Machina não economiza em equipamentos de primeira linha e ainda produz muitas peças de acordo com a sua necessidade ressaltando muito mais a exclusividade com o esmero de acabamento, sem deixar os métodos da época com o uso das placas escovadas de alumínio nas laterais, que aliviam o peso e reforçam o estilo. No momento, resta-nos aguardar a confirmação desse lançamento e de muitas novidades na Yamaha MT-07 e de outras marcas no segmento das motos on-off-road (todo terreno) que, certamente, serão as estrelas da mostra alemã, uma das mais importantes, juntamente com a feira de motos de Milão, na Itália, que acontecerá em novembro. A XJR 1300 2015 normal estará no estande azul rodeada pelas Racer. Não está nos planos da Yamaha do Brasil importar esse modelo.

MOTONOTÍCIAS

* Óleo X Moto. Cada fabricante recomenda uma marca de óleo lubrificante com a especificação adequada às necessidades de lubrificação e refrigeração de seu motor. Seguindo a especificação indicada (20W50, 10W30 etc.), o consumidor pode usar qualquer marca a sua escolha. Prefira as conhecidas por ter mais garantia da qualidade dos ingredientes da composição do lubrificante. Normalmente uma marca conceituada tem o nome a zelar. Evite marcas novas. * O óleo lubrificante de moto é diferente, pois a embreagem da maioria das motos vai dentro do motor. Assim, o óleo para motos tem um aditivo para não danificar os discos de embreagem. Aproveitando que quase ninguém folheia o manual do proprietário, alguns comerciantes desonestos vendem óleo de carro para moto, com claro prejuízo para o consumidor preguiçoso, que nunca estuda o manual, pois esse lubrificante também é mais barato. Aproveitam de marca famosa de óleo e enganam os desinformados. * O manual do proprietário é um livreto que acompanha a moto no ato da compra. E deveria seguir com ela toda a vida. Nele os motociclistas novatos podem aprender ou aprimorar muitos conhecimentos acerca de pilotagem como a frenagem e como se fazer curvas, lubrificação de corrente e a manutenção básica e muito mais recomendações para que a moto conserve o bom estado por muito mais tempo e rode com segurança, principalmente. Leia o manual, te fará bem. * As feiras de motos da Alemanha (que começa hoje) e a de Milão, na Itália, que acontece em novembro, vão revelar muitas motos interessantes. Uma das mais aguardadas é a moto conceito Kawasaki Ninja HR2 de 1000 cc e 300 cv, apresentada aos jornalistas ontem, que reinaugura o uso do turbo charger. Algumas vezes, anos atrás, isso foi tentado, mas não deu muito certo e a tecnologia dos comandos duplos e a injeção eletrônica suplantaram a ideia para se alcançar mais potência. No momento, parece que se esgotaram todos os recursos para avançar ainda mais, e a turbina ressurge como o meio de se obter mais potência com motores cada vez menores. Vamos aguardar essa e as demais novidades. * A hora de se fazer bons negócios é essa. Os modelos 2015 já desembarcaram e as lojas fazem descontos nos modelos de 2014. Quem precisa trocar ou adquirir uma moto pode aproveitar. Procure uma concessionária e aproveite para economizar. * Eleição e os motociclistas. Tudo se repete. Vários candidatos vão dizer que são motociclistas ou simpatizantes e depois nenhum deles, provavelmente, lutará verdadeiramente pelos usuários das duas rodas: nem pelos trabalhadores, nem pelos motoclubistas etc. Dessa forma ficamos sem padrinho. Meu conselho (me atrevo): vote em um candidato novato. Se você conhece um que já foi eleito, não vote. Não repita o seu voto. Os novatos demorarão até se entrosar no poder e temos alguma chance de ter um bom político tentando fazer alguma coisa.

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