Afastamento não está claro

iG Minas Gerais |

A recomendação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) de banimento temporário de três torcidas organizadas – duas do Cruzeiro e uma do Atlético – dos estádios pode ser inócua. Ontem, o promotor de Justiça e coordenador do Procon-MG, Fernando Abreu, se reuniu com membros das facções para explicar os procedimentos que deverão ser seguidos.

No entanto, a medida deixa brechas para o retorno das organizadas e questionamentos, entre eles o de quem seria a obrigação pelo monitoramento das medidas recomendadas. Segundo o MP, essa responsabilidade é da Federação Mineira de Futebol (FMF) e da Polícia Militar.

De acordo como secretário geral da FMF, Adriano Aro, a responsabilidade da entidade é dar publicidade à medida, o que foi feito por meio de seu site oficial. Ainda segundo a FMF, cabe à PM o monitoramento das torcidas. “A obrigação da PM é garantir paz e ordem nos eventos esportivos. Representantes da polícia estavam no encontro, assinaram o termo e estão cientes de que é responsabilidade deles fiscalizar e fazer cumprir as medidas solicitadas”, completou Aro. Ninguém da PM foi localizado para falar sobre o assunto. (Josias Pereira)

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