Com a seca, as outorgas podem ser revistas

iG Minas Gerais |

O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e a Agência Nacional das Águas (ANA) estão discutindo a possibilidade de rever as outorgas para o uso de água, caso a seca fique ainda mais grave. “Todas as outorgas podem ser reavaliadas”, afirma a diretora geral do Igam, Marília Melo. Segundo ela, pode haver uma redução no volume que cada empresa ou produtor agrícola é autorizado a usar, ou até uma alternância de usos.

A medida seria implantada primeiro na calha do rio São Francisco, onde a situação é mais grave, e apenas em caráter emergencial. “Quando as chuvas voltarem, as outorgas voltam ao normal”, afirma.

Marília diz que as prioridades são o abastecimento público e a dessedentação de animais. Ela garante que as outorgas industriais e agrícolas, como a concedida para o mineroduto da Anglo American, que vai captar 2.500 m³ por hora no rio do Peixe, na região Central de Minas Gerais, não comprometem esses usos, em regime normal de chuvas. (APP)

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