Para Marina, Dilma é mentirosa

Em um dos mais inflamados discursos, candidata diz que petista omite a verdade sobre escândalos

iG Minas Gerais |

Reação. Marina reagiu a ataques ao dizer que não quer “se parecer com essa gente”, em alusão ao PT
TIAGO QUEIROZ
Reação. Marina reagiu a ataques ao dizer que não quer “se parecer com essa gente”, em alusão ao PT

São Paulo. A candidata do PSB ao Palácio do Planalto, Marina Silva, fez ontem um dos discursos mais inflamados de sua campanha, em que chamou a presidente Dilma Rousseff (PT) de mentirosa e, ainda em referência à adversária petista, disse que não quer parecer com essa gente. “Não me venha chamar de mentirosa. Mentira é quem diz que não sabe que tinha roubo na Petrobras, mentira é quem diz que não sabe o que está acontecendo na corrupção deste país, mentira é quem diz que ia fazer 6.000 creches, e só fez 400”, afirmou durante evento com apoiadores, em São Paulo. “O que estou dizendo aqui não é nenhuma mentira contra a nossa presidente”, completou.

Segundo a ex-senadora, a pior fraqueza é aquela em que alguém fere e, depois, diz: “engula o choro”. Recentemente, Marina chorou ao falar dos ataques que vem sofrendo do ex-presidente Lula, e, desde então, a campanha de Dilma explora a imagem de que a socialista é frágil e não teria firmeza para governar o país. “Amanhã vão dizer que ‘ela é fraca’, ‘ela se emociona’, ‘ela não serve para governar o Brasil’. Mas a pior fraqueza é fazer o jogo do dominador e se integrar a ele para se parecer com ele. Eu não quero me parecer com essa gente”, disse Marina, bastante emocionada.

A candidata do PSB lembrou que, mesmo após sua derrota em 2010 – quando foi candidata à Presidência pelo PV e teve cerca de 20 milhões de votos – celebrou o feito de país ter elegido a primeira mulher presidente. No entanto, acusou Dilma de agora ajudar a destruir sua biografia honrada. “Nunca pensei que uma mulher pudesse permitir fazer o que estão fazendo para destruir a biografia honrada de outra mulher”. A presidenciável se diz vítima de uma campanha de boatos e mentiras do PT, partido ao qual foi filiada por 24 anos.

CPMF. O pronunciamento da candidata é reação à propaganda petista na TV. A peça que circula desde o último domingo diz que Marina mente em relação a sua postura diante da CPMF. A socialista tem dito publicamente que foi a favor do chamado “imposto do cheque”, mas documentos do arquivo do Senado mostram que ela votou contra a criação e a prorrogação do tributo quando era senadora pelo PT.

Marina afirmou ontem que ficou sabendo que há uma “CPI paralela” para vasculhar sua vida no Senado. “O processo legislativo para um projeto ser votado passa por muitas etapas. Tem coisa que a gente vota no principal e depois não vota com as emendas, ou vota com as emendas, mas não vota no principal”.

Ex-BC

Apoio. O sócio fundador da gestora Mauá Sekular Investimentos e ex-diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, gravou ontem depoimento de apoio a Marina Silva.

Ataques a site

TSE. O coordenador geral da campanha de Marina Silva, Walter Feldman, informou ontem que a coligação entraria com uma representação no TSE. Segundo ele, o site oficial da campanha de

Marina foi atacado na madrugada do dia 12 de setembro, quando 1.365 computadores fizeram 4 milhões de acessos em 16 minutos. A ação teria deixado o site fora do ar por cinco horas. “Foi um ataque virulento capaz de derrubar qualquer site”, disse o coordenador. Segundo Feldman, a investigação preliminar apontou três instituições públicas: Petrobras, UFMG e Prefeitura de Ivoti (RS).

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