‘Beijaço’ gay fecha avenida Paulista contra Levy Fidelix

Pelo menos 300 pessoas foram ao protesto contra a homofobia

iG Minas Gerais |

Direitos. Organizado pelo Facebook, “beijaço” foi repúdio contra palavras ofensivas de Fidelix
CRIS FAGA/FOX PRESS PHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Direitos. Organizado pelo Facebook, “beijaço” foi repúdio contra palavras ofensivas de Fidelix

 

São Paulo. Aos gritos de “Eu beijo homem, beijo mulher, tenho direito de beijar quem eu quiser e Ei, Levy, dar o c... é bom!”cerca de 300 pessoas fecharam uma das pistas da avenida Paulista, na região central de São Paulo, na noite de ontem para protestar contra as declarações de cunho homofóbico de Levy Fidelix (PRTB).

Segurando cartazes com dizeres como “Mais Amor, Menos Aerotrem”, “Homofobia não é liberdade de expressão” e “Órgão Excretor é a sua boca, Levy”, os manifestantes caminharam pedindo que a homofobia seja considerada crime no Brasil e que o presidenciável do PRTB tenha sua candidatura impugnada.

A manifestação chamada de Beijaço na convocação do Facebook acabou tendo mais discursos e gritos de guerra do que beijos em si. A drag queen Tchaka era a mais beijoqueira. “Hoje a comunidade LGBT para a avenida Paulista pra mostrar que um candidato não pode incitar o ódio na TV e ninguém fazer nada. Ele não pode fazer minha mãe chorar, minha filha chorar”, disse ela.

A estudante Maria Eduarda, 15, ainda não vota, mas disse que era seu dever como ser humano protestar contra a homofobia. “A população não vai diminuir por causa dos gays como o Fidelix falou. As pessoas têm que ter o poder sobre seu corpo”, dizia. O ato foi organizado pelo Facebook, com 5.000 confirmações.

Petição. Depois de uma série de denúncias online e pedidos de providência, a Coordenação de Políticas para Diversidade Sexual, da Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania de São Paulo, divulgou nota ontem, na qual manifesta repúdio às declarações de Levy Fidelix. O órgão fez referência à Lei 10.948/01, que pune administrativamente a discriminação por orientação sexual em São Paulo. A secretaria pediu abertura de um processo administrativo contra o candidato. A pena pode ter multa entre R$ 20.000 e R$ 60.420.

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