Técnico de Portugal não pretende convocar naturalizados

Fernando Santos quer 'resgatar o amor à pátria' e para tanto pretende contar apenas com jogadores que nasceram no país

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

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Assumindo a seleção portuguesa em um momento turbulento após a saída na fase de grupos da Copa do Mundo e a derrota em casa na primeira rodada das Eliminatórias da Eurocopa diante da Albânia, o técnico Fernando Santos entra com o intuito de "resgatar o amor à pátria" da equipe. Em entrevista ao canal Sic Notícias, o comandante afirmou ser contra a naturalização de jogadores.

"Em princípio, não sou um fervoroso adepto de jogadores não portugueses, mas há casos e casos. Alguns jogadores estão aqui há muito tempo e criam identidade com o país. Deco veio pequeno e foi crescendo como português", afirmou o treinador.

Naturalização de jogadores sempre foi um tema polêmico em Portugal. O primeiro caso aconteceu em 2003 com a troca de nacionalidade por parte de Deco, que chegou a ser muito criticado pela imprensa e torcida local. Com o seu sucesso, outros jogadores também brasileiros como Pepe e Liedson optaram por seguir o mesmo caminho. Mesmo assim, Santos prefere evitar atletas nascidos e crescidos em países estrangeiros. "Farei o possível por encontrar uma solução que não seja essa. Mas não digo desta água não beberei, mas farei tudo para não beber", disse.

Além disso, Fernando Santos também falou que não pretende ouvir influências externas de sua comissão na hora de convocar jogadores. "Nunca tive um agente, apesar de ter muito respeito por eles. O dia em que disserem que tem jogar A, B ou C, eu vou embora", respondeu na entrevista.

Fernando Santos também assegurou que seu capitão na seleção continuará sendo Cristiano Ronaldo. Para o comandante, que considera o atacante do Real Madrid um "gênio", não será nenhum problema estar à frente do jogador, por já ter a experiência de ter treinador a seleção grega na Copa, além de times como o Benfica e o Porto.

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