Cólica menstrual e dor de cabeça são piores dores para elas

Estudo aponta que 75% delas deixam de cumprir obrigações e 58% de fazer algo de que gostam quando estão com dor

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Estudo analisou dados médicos de 11 mil pessoas com diversas doenças
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Estudo analisou dados médicos de 11 mil pessoas com diversas doenças

As mulheres enfrentam diversos desafios para dar conta de todas as atividades do cotidiano e, muitas vezes, precisam ainda conviver com dores que acometem esse universo tão particular. Uma pesquisa do Conectaí, empresa do Ibope Inteligência, trouxe resultados surpreendentes sobre a saúde feminina. O estudo foi feito em todas as regiões brasileiras e foi encomendado pela corporação farmacêutica Sanofi.

Como resultado, o levantamento indica que 76% das entrevistadas sofrem com a cólica menstrual, sendo que, para aquelas com idade entre 16 e 24 anos, o incômodo é maior, atingindo 84% delas. Já no caso da dor de cabeça, os números mostram que 75% são afetadas pelo mal e, novamente, as mais jovens são as que mais a sentem, 78%.

“As mudanças nos níveis hormonais, decorrentes do ciclo menstrual, geralmente, têm influência nos problemas que elas sentem e, em muitos casos, podem ocorrer ao mesmo tempo, como dores de cabeça, cólica menstrual, enxaqueca e dor nas costas. O ritmo de vida agitado, a alimentação desequilibrada, o sedentarismo e o estresse também podem piorar os sintomas”, explica a Dra. Maria Celeste Osorio Wender, professora de Ginecologia e Obstetrícia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS e Presidente da Sociedade Brasileira de Climatério – SOBRAC.

A pesquisa também aponta que, para 59%, a cólica menstrual é acompanhada de dor de cabeça e, para 46% delas, de dor nas costas.

Embora concordem que esses dois distúrbios façam parte do universo feminino, 69% consideram que são males que devem ser combatidos. No entanto, 16% acham que é algo com que elas devem conviver normalmente. Ao mesmo tempo, 75% das pesquisadas deixam de cumprir obrigações porque estão sofrendo com a cólica menstrual ou dor de cabeça e 58% abrem mão de algo de que gostam de fazer pelo mesmo motivo. Adicionalmente, a pesquisa constatou que os prejuízos extrapolam o escopo físico. A qualidade de vida tanto profissional como pessoal também pode ficar bastante comprometida. Para a maioria das mulheres, 83%, dessas enfermidades afetam o humor, sendo que 42% delas estão frequentemente mal-humoradas durante o período menstrual. Apenas 18% conseguem passar por essa fase do mês sem alterações comportamentais. Ainda que essas sejam as principais reclamações do universo feminino, em uma porcentagem menor, as entrevistadas também indicam sentir mal-estar no estômago, incômodos nas costas, na mama, em áreas tensionais, nas articulações, nas extremidades e nas pernas, além de dores por excesso de atividade física e enxaqueca. “As mulheres devem buscar o equilíbrio e melhorar o bem-estar, deixando de lado as indisposições que podem interferir nessa procura. Mesmo que alguns males façam parte do mundo feminino, as mulheres não devem sofrer desnecessariamente. Atualmente, há diversas opções que podem auxiliá-las nesse sentido. Procurar ajuda de um especialista é o melhor caminho”, explica Dra. Maria Celeste Osório Wender, professora de Ginecologia e Obstetrícia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS e Presidente da Sociedade Brasileira de Climatério – SOBRAC.

Intensidade e frequência O estudo revela ainda um aspecto preocupante para a saúde feminina. Para 66% das entrevistadas, a cólica menstrual é recorrente, mensal, sendo forte ou extremamente forte para 61% delas. Quando se trata de dor de cabeça, o cenário não muda muito: 56% a sentem pelo menos uma vez por semana, sendo forte ou extremamente forte para 49%. Tratamento Quanto à forma de aliviar os incômodos, o estudo informa que 71% das mulheres fazem uso de medicação específica quando sentem cólica menstrual e 73% quando têm dor de cabeça. Em ambos os casos, 86% buscam alívio imediato ao escolher o produto e 54% têm o hábito de carregar o medicamento de preferência consigo. Por fim, também foi avaliado como as entrevistadas buscam informação sobre tratamento – 66% confiam em médicos e profissionais de saúde.

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