Justiça deve decidir hoje destino do sequestrador de hotel

Delegado disse que Jac Souza Santos está à disposição da Justiça e que agora, cabe ao Judiciário decidir o que será feito

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

CIDADES: BRASILIA DF:  Homem faz refem em hotel na area central de Brasília 
O sequestrador que mantem um homem refem no Hotel Saint Peter, regiao central de Brasilia, pede a extradicao do ex-ativista italiano Cesare Battisti e a aplicacao pratica da Lei da Ficha Limpa como condicoes para soltar o refem, afirmou o chefe da Divisao de Comunicacao da Policia Civil do Distrito Federal, o delegado Paulo Henrique Almeida, nesta segunda-feira, 29. A Policia ja identificou o criminoso, mas nao vai divulgar os dados sobre ele. A unica informacao dada e que ele nao e morador de Brasilia.
Foto: Jose Cruz/Agencia Brasil
CIDADES: BRASILIA DF: Homem faz refem em hotel na area central de Brasília O sequestrador que mantem um homem refem no Hotel Saint Peter, regiao central de Brasilia, pede a extradicao do ex-ativista italiano Cesare Battisti e a aplicacao pratica da Lei da Ficha Limpa como condicoes para soltar o refem, afirmou o chefe da Divisao de Comunicacao da Policia Civil do Distrito Federal, o delegado Paulo Henrique Almeida, nesta segunda-feira, 29. A Policia ja identificou o criminoso, mas nao vai divulgar os dados sobre ele. A unica informacao dada e que ele nao e morador de Brasilia. Foto: Jose Cruz/Agencia Brasil

A justiça deve decidir ainda nesta terça-feira (30) o destino de Jac Souza Santos. Nessa segunda-feira (29), ele hospedou-se em um hotel na área central de Brasília, onde, por quase oito horas, manteve um homem refém.

Segundo o titular da 5ª Delegacia de Polícia, delegado Marco Antônio de Almeida, Jac permanece preso administrativamente. “Ele está à disposição da Justiça. Agora, cabe ao Judiciário decidir. Acredito que isso deve ocorrer ainda hoje”, ressaltou.

Conforme o delegado, apesar de Jac ter cometido crime de cárcere privado e causado à vítima grande sofrimento psicológico, o que gera uma pena de dois a oito anos de reclusão, ele pode ser posto em liberdade. “Reitero que isso é decisão do Judiciário, mas realmente cabem medidas para que ele possa responder em liberdade”, explicou.

Autorizado a dar entrevistas na delegacia, Jac informou que o artefato não era uma bomba, não tinha poder letal e foi fabricado durante meses. “O material não passa de um pouco de cimento, pó de serragem de madeira e cola. Os fios eram para lembrar um sistema explosivo”, disse.

Indignações e insatisfações com o atual cenário político do país foram as principais justificativas para o ato. Jac Souza Santos foi ex-secretário municipal de Agricultura na cidade de Combinado, no Tocantins, e candidato a vereador derrotado em 2008. Era réu primário.

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