Kassab: cresce hipótese de vitória de Dilma no primeiro turno

Ele diz que "cada vez mais o eleitor questiona a capacidade de Marina de ser presidente do Brasil e isso favorece a presidente Dilma"

iG Minas Gerais | A REDAÇÃO |

Kassab é condenado à perda dos direitos políticos por três anos
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O presidente nacional do PSD e candidato a senador por São Paulo Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira (30) ao Broadcast, serviço da Agência Estado de notícias em tempo real, que "existem dúvidas" em relação à capacidade de Marina Silva (PSB) governar o Brasil, caso seja eleita, e que isso favorece a hipótese de uma vitória da aliada Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno. "A presidente Dilma está preparada para o segundo turno, porém nos últimos dias cresceu a hipótese de vitória no primeiro turno. Com os debates e a campanha, ficou claro que existem dúvidas em relação à condição que teria a candidata Marina de dirigir o País e isso tem favorecido a presidente Dilma", disse Kassab, ao chegar a Ribeirão Preto (SP) para compromissos de campanha.

Segundo ele, as pesquisas apontam que, em um segundo turno, fica cada vez mais clara a disputa entre Dilma e Marina e que o favoritismo é da presidente, também mostrado nos levantamentos de intenção de voto. "Cada vez mais o eleitor questiona a capacidade de Marina de ser presidente do Brasil e isso favorece a presidente Dilma", ratificou o ex-prefeito de São Paulo.

Com o PSD como um dos primeiros partidos a apoiar a reeleição de Dilma, Kassab considerou que como correto e legítimo que o partido tenha cargos em ministérios em um segundo mandato da presidente da República, caso ela seja reeleita. "Essa é a essência da democracia e a democracia é a busca do voto para governar. Portanto é mais que correto, legítimo e seria até algo espantoso não participar", disse ele.

Kassab considerou que a há um "estresse eleitoral" do mercado com possibilidade concreta de Dilma ser reeleita, refletido com a alta do dólar e as quedas na bolsa e nas ações de empresas estatais sempre que a presidente se recupera nas pesquisas. No entanto, segundo ele, após a eleição o cenário voltará à normalidade e a presidente "terá generosidade de procurar todos que não votaram nela" em busca da governabilidade em um segundo mandato.

Skaf - Aliado do candidato Paulo Skaf (PMDB) ao governo de São Paulo, Kassab minimizou o apoio que prefeitos do PMDB e do PSD deram ao governador e candidato à reeleição Geraldo Alckmin. "O Alckmin é governador e na hora que convida para jantar um prefeito que depende da relação com o governo, não significa que há um enfraquecimento do Paulo Skaf por uma ação dessas", disse. "A campanha de governador é uma relação direta do eleitor com candidato e ele (eleitor) não se vale muito de intermediários para decidir o voto".

Kassab afirmou ainda que mesmo em terceiro lugar nas pesquisas ao Senado, atrás do ex-governador José Serra (PSDB) e do senador Eduardo Suplicy (PT), está confiante e considerou comum mudanças nas últimas semanas da campanha para o cargo disputado por ele. "Ganhar ou perder faz parte do jogo, mas estou muito confiante", concluiu.

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