Sobre as influências da dança negra nas culturas mundiais

3° Encontro Rede Terreiro Contemporâneo de Dança traz oficinas, espetáculos e seminários a BH e Betim

iG Minas Gerais | Vinícius Lacerda |

Evento viabiliza debate sobre dança cênica sob perspectiva africana
Wilton Montenegro
Evento viabiliza debate sobre dança cênica sob perspectiva africana

Há quase uma década, estudiosos da Université Paris 8, na França, com cooperação de pesquisadores brasileiros, realizam estudos sobre a etnocenologia – área da etnociência que articula as teorias e as práticas dos espetáculos, como teatro, circo, dança, ópera, entre outros, levando em consideração a memória e a atualidade das manifestações.

Esses estudos motivaram o bailarino brasileiro Rui Moreira a criar o Encontro Rede Terreiro Contemporâneo de Dança, que chega à sua terceira edição com atrações a partir de hoje até sábado, em Belo Horizonte e Betim.

O artista, que também exerce o papel de curador do encontro, explica o alicerce do evento. “Consideramos danças da África e de suas diásporas contemporâneas como possibilidade de olhar transformações através do tempo e ver como elas interferem nas áreas sociais e culturais de hoje”, comenta.

Somado a isso, o encontro busca realçar as influências de danças negras em manifestações culturais de todo o mundo. “Quantas são as danças negras do Brasil? São muitas, vão desde o samba até o maracatu. Mas há muitas outras, como o hip hop, que bebem na fonte da dança africana”, diz Moreira.

Para realçar todos esses aspectos, são realizadas apresentações, seminários e exibição de filmes nacionais e internacionais que tem como objetivo discutir gestão de projetos de intercâmbio, pedagogia da dança negra no Brasil, além de analisar a difusão das profissões correlatas à dança.

Na programação, que pela primeira vez ganha uma pequena incursão na cidade de São Paulo na próxima semana, consta a exibição de “Esse Amor que nos Consome”, filme que mistura documentário e ficção ao mostrar o processo de criação de dois bailarinos, Rubens Barbot e Gatto Larsen (que participarão da sessão comentada após a exibição deste sábado), e o envolvimento deles com orixás.

Paralelamente, o programa conta com a participação de Germaine Acogny, a diretora de uma escola livre de artes do Senegal. “Ela vai compartilhar sua experiência de formas de ensino”, adianta Moreira. A programação completa pode ser vista em www.centroculturalvirtual.com.br.

Agenda

O quê. 3° Encontro Rede Terreiro Contemporâneo de Dança

Quando. De hoje até o dia 4

Onde. Belo Horizonte e Betim, em vários locais

Quanto. Entrada franca (inscrição para oficinas pelo e-mail redeterreirooficinas@gmail.com)

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