Doze anos depois

iG Minas Gerais |

Movido pela semana decisiva para o futuro de nossa nação, na edição de ontem do Super escrevi sobre a história das eleições e coloquei o título de “Quatro anos depois”. E hoje, movido pelo mesmo intuito, apesar de parecer pelo título e pela própria história nome de filme premiado pelo Oscar, apesar de que nessa história não fomos premiados, resolvi pensar um pouco sobre tudo que vivemos no passado recente buscando melhores respostas para o futuro próximo. Depois de muitas promessas e com a sensação de mudança de história, há 12 anos colocamos o PT no poder. Mudança no sentido de colocarmos um operário, oriundo do povo, que lutaria pelo povo, em detrimento das massas dominadoras do capital. Mas, infelizmente, hoje ao olhar para trás e, apesar do imenso carisma, ficamos com a sensação de que os grandes beneficiados foram os que no poder permaneceram por esse tempo. Se não bastasse o mensalão, observamos atônitos os operadores sendo levados à prisão com o punho em riste, como se fossem salvadores da pátria. Em nenhum momento ouvimos desculpas ou presenciamos mudanças. Ao contrário, não imaginávamos que aqueles que não sabiam de nada permaneceriam sem saber de nada e que os herdeiros desse poder continuariam, ou melhor, aperfeiçoariam as práticas nunca vistas na história deste país. Para piorar, as estatais, ou pelo menos uma delas, perdeu 50% do seu valor e ainda fez negócios que nem mesmo uma criança faria, E ainda, com o pouco que restava em seus cofres, tinha que financiar o poder. O mais interessante é que de todos os candidatos seis iniciaram a carreira política no PT. Zé Maria fundou a CUT e o PT antes de ir para o PSTU. Rui Costa Pimenta, do PCO, também fundou o PT. Eduardo Jorge, não fundou o PT, mas foi deputado por 20 anos filiado ao PT. Luciana Genro também começou sua carreira política no PT, bem como a presidente Dilma e a ex-ministra Marina Silva, a que de todos os candidatos mais tempo possuiu de PT, além de ter sido também uma das fundadoras da CUT. Com esse cenário fica mais clara a impressão de que o PT dominou a política mais do que a maioria imagina. A grande maioria começou junto e ninguém sabe ao certo se permanecem juntos. Outro fato importante a pensar é que na última eleição os números divulgados uma semana antes do pleito não foram coincidentes com os da apuração. Assim, apesar de acertarem a ordem de classificação dos candidatos, os números de votos atribuídos a cada um eram diferentes das intenções das pesquisas. Dos três preferidos dois continuam subindo nas intenções e somente um tem caído, fato que deve ser mantido até o dia da eleição. Diante de tudo isso, pela primeira vez na história do Brasil temos realmente uma campanha que a população tem participado e teremos uma disputa acirrada até o fim. Quem estará lá ainda não sabemos, mas ainda existem muitos que acreditam no PT, mesmo sabendo que 43% das promessas feitas em 2010 não foram cumpridas e ainda diante de tantas denúncias. Assim, pergunta-se: será que realmente o povo quer uma mudança? Se quer, por que grande parte aposta em uma candidata que, apesar de não ser do PT, tem a cara e o cheiro do PT? Ou será que não temos vocação para a centro-esquerda? A resposta parcial saberemos no domingo. A certeza que nos fica é que podemos mudar a história do Brasil e é responsabilidade minha e sua fazermos isso. Sendo assim, pense muito bem, avalie, participe e vamos juntos fazer um lugar melhor para se viver.

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