Marina diz enfrentar 'campanha mais dura' do país

Ex-primeira-dama de Pernambuco Renata Campos, viúva do ex-governador, e os três filhos mais velhos do casal --Maria Eduarda, 22, João, 20, e Pedro, 18-- dividiram o palanque com ex-senadora nesta segunda-feira (29)

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A candidata à Presidência Marina Silva (PSB) voltou a Pernambuco nesta segunda-feira (29) e, ao lado de parentes do ex-governador Eduardo Campos, disse enfrentar "uma das campanhas mais duras desse país".

"Nós estamos enfrentando um das campanhas mais duras desse país. É a primeira vez que tem uma violência tão feroz como essa que tem sido lançada contra nós", afirmou Marina em comício em Caruaru, no agreste do Estado.

Segundo o Datafolha, Marina vem perdendo terreno em Pernambuco. De 45% das preferências na segunda semana de setembro, passou a 40% na semana passada. A presidente Dilma Rousseff (PT) avançou de 38% a 42% das intenções de voto no Estado no período, e Aécio Neves (PSDB) oscilou de 2% para 4%.

A ex-primeira-dama de Pernambuco Renata Campos, viúva do ex-governador, e os três filhos mais velhos do casal --Maria Eduarda, 22, João, 20, e Pedro, 18-- dividiram o palanque com Marina.

O ato teve várias referências a Campos, em imagens e músicas que marcaram a trajetória do ex-governador, morto num acidente aéreo em agosto. A Polícia Militar estimou o público em 12 mil pessoas.

Houve um coro de "fora Dilma" no início do comício, em que Marina voltou a criticar rivais pela ausência de um programa de governo consolidado.

"Dilma disse que ia continuar fazendo as mesmas coisas. Fazer a mesma coisa é deixar a Petrobras desse jeito? É deixar a inflação voltar? É esse crescimento pífio?", questionou. Voltou a dizer que "oferecerá a outra face" diante de ataques e se comparou à situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de 1989.

"O que eu nunca pensei que fosse acontecer é que o PT e a Dilma iriam recorrer ao mesmo expediente para combater a mim, ao Beto e ao Paulo", disse, em referência ao vice, Beto Albuquerque (PSB), e ao candidato do PSB ao governo de Pernambuco, Paulo Câmara.

CPMF

Antes do comício, em entrevista, Marina foi questionada sobre as acusações da campanha de Dilma sobre sua atuação na votação da CPMF na década de 1990 --o PT a acusa de de ter mentido sobre a posição que ela adotou, no Senado, durante as votações.

A candidata disse que defendeu a CPMF enquanto a contribuição estava vinculada a um fundo de combate a pobreza, e que mudou o voto quando houve uma redução do percentual dessa associação.

"A votação de um projeto de lei é complexa, tem uma longa trajetória. [...] Mudamos o nosso voto porque houve mudança no texto que diminuía o percentual do fundo destinado ao combate à pobreza", afirmou.

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