Jovens "morrem" na web por criminalização da homofobia

A ideia da campanha é a aprovação do projeto de lei que criminaliza a homofobia - o PLC 122; no ano passado, 312 gays, lésbicas ou travestis foram mortos no Brasil

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Notícia fictícia, criada para a campanha 'E se fosse eu'
REPRODUÇÃO / FACEBOOK / E SE FOSSE EU
Notícia fictícia, criada para a campanha 'E se fosse eu'

Uma campanha no Facebook "mata" homossexuais para chamar a atenção para a criminalização da homofobia. A página #eSEfosseEu permite que o usuário adapte uma notícia de um crime homofóbico para colocar uma foto de si mesmo e compartilhá-la em seu perfil na rede social. A página tem 4.190 seguidores.

A campanha foi criada pelo analista de eventos Caio Locci e pelo publicitário Gabriel Colombo. Para eles, essa é uma forma de chocar as pessoas pela proximidade. "Ver alguém conhecido como vítima de um crime assim gera impacto: acaba com o distanciamento com que normalmente lidamos com uma notícia como esta, ao 'mostrar' que a intolerância chegou próximo de quem a lê", diz Colombo, em entrevista à BBC Brasil.

Projeto de lei A ideia da campanha é a aprovação do projeto de lei que criminaliza a homofobia - o PLC 122. No ano passado, 312 gays, lésbicas ou travestis foram mortos. Nos últimos quatro anos, o índice aumentou 14,7%. Destes crimes, 99% foram motivados por homofobia. Os dados são do Grupo Gay da Bahia, entidade que é referência nacional na causa da igualdade de direitos.

No Congresso Nacional, um projeto de lei em tramitação desde 2006 aplica a crimes homofóbicos punição semelhante àquela para casos de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade. O projeto não anda porque grupos religiosos defendem o direito de dizer que a homossexualidade é pecado sem que isso seja considerado homofobia.

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