Em 19 anos, país viveu entre alguns avanços e retrocessos

O economista José Kobori explica que os dados devem ser relativizados com o cenário econômico de cada época

iG Minas Gerais | Guilherme Reis |

Indústria teve, em 2013, sua menor participação no PIB desde 1950
Wellington Pedro/ Imprensa MG
Indústria teve, em 2013, sua menor participação no PIB desde 1950

A reportagem de O TEMPO colheu dados sobre sete indicadores econômicos brasileiros entre 1995 e 2013. Ou seja, a análise engloba os mandatos dos três últimos presidentes: Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT). Os números apontam saldo positivo em quatro índices: inflação, PIB do agronegócio, arrecadação nacional e taxa de desemprego. Em três itens o saldo é negativo: PIB nacional, participação da indústria no PIB e balança comercial.

 

Sobre a inflação, a maior taxa foi de FHC, com 22,41%. A menor taxa também foi do tucano – em 1998 –, com 1,65%. Ele terminou seu mandato com 12,53%. N último ano do governo Lula, a inflação foi de 5,91%, marca parecida com a registrada no auge da inflação no governo Dilma: 6,50%, em 2011.

A participação da indústria no PIB teve seu menor nível em 2013: 25%. Foi também o pior resultado desde 1950. Lula foi quem conseguiu o índice mais alto. Em 2004, era de 30,11%.

Na era Dilma, o PIB do agronegócio bateu a casa de R$ 1,09 trilhão. O governo FHC amargou dificuldades, e o índice mais baixo foi em seu governo. Desde FHC, a arrecadação de impostos só subiu. O recorde foi de Dilma, com R$ 1,13 trilhão em 2013.

De 1995 a 2000, o saldo da balança comercial foi negativo. Com Lula, o país alcançou o maior saldo positivo – quase US$ 47 bilhões. Com Dilma, o país teve o menor saldo desde 2000, com apenas US$ 2,5 bilhões. Em 2013, com taxa de 2,3%, o Brasil teve o menor crescimento do PIB desde 2009 e o terceiro pior desde 1995. O governo Dilma alcançou a menor taxa de desemprego desde FHC, com 5,4%. Com Lula o índice foi o maior: 12,3%.

O economista José Kobori explica que os dados devem ser relativizados com o cenário econômico de cada época. “FHC governou quando o Real era uma moeda nova. A economia naquele tempo vivia situação precária”. 

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